Escola no Brooklyn

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Mensagem por Excelsior em Sab Dez 08, 2018 12:22 am



Escola de Ensino Médio no Brooklyn, NY.
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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Sebastian Morgenstern em Sab Dez 08, 2018 6:26 am



Estava em meu primeiro evento escolar depois do início das aulas, estava bem melhor pelo recente período no instituto onde meus pais me levaram para aprender sobre mim mesmo. Eu já havia descoberto meus poderes há anos, mas no ano passado surtei e meus pais se preocupando comigo me levaram onde eu pude me conhecer e eles poderia me ajudar a controlar essas coisas que eu fazia. Antes eu era animado, brincalhão, popular na escola e de um dia pro outro estava me escondendo de todos achando que perseguiam e nada do que fazia valia a pena.

Queria só deitar e esperar minha vida acabar, pareciam eras esperando que aquilo passasse e depois de ter passado por aquilo como um piscar de olhos via as coisas como um filme sem explicações claras. Estando medicado e controlando meus poderes pelo meu humor consegui enfim voltar para a escola, não tão bem como uma viagem no tempo porque era um ambiente novo e ainda tinha os impulsos apesar de vagos, mas conseguia ignorá-los mais facilmente.

A distração da peça era perfeito, evitaria pensar coisas drásticas e ficar numa linha mediana de humor iria me ajudar. Depois de ensaios na escola, alguns em casa, enfim chegara o dia da apresentação e os meus pais estariam lá. Meu pai era empresário e minha mãe advogada, como uma dupla perfeita para ajudar seu filho mutante e bipolar no que ele precisasse. A peça era uma versão de Peter Pan após a história tradicional, ou seja, com mais piratas na história e eu era um deles. Me chamavam de carismático com caras e bocas, talvez o sotaque da minha terra natal ainda presente tivesse parte nisso, não importava pra mim os motivos.

Estava tudo correndo bem até que alguns atores não apareceram em cena, e entre uma olhada e outra dos que estavam ali, pude acompanhar alguns ainda sumindo. Olhando então para a platéia pude acompanhar meus pais sumindo e meu peito parecia se despedaçar com eles. Pulei do palco ainda com a espada em mãos e corri até eles, mas ainda faltavam metade do auditório quando acompanhei aquele último olhar dos dois se desfazendo em pó. Com certeza eu seria o foco pela fuga do palco, mas as circunstâncias direcionavam a atenção de todos para uma visão geral do ocorrido, o pânico de que as pessoas estavam sumindo sem uma explicação clara daquilo.


Última edição por Sebastian Morgenstern em Seg Dez 10, 2018 2:34 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Jack Kirby em Seg Dez 10, 2018 12:40 am


VISITAS INESPERADAS
Sozinho como nunca esteve.

Sebastiam recém havia voltado para casa quando um batida forte na porta da frente lhe assustou de repente.

Ao olhar cuidadosamente pelo corredor, viu que havia duas figuras na porta da frente, pelas sombras que faziam no friso por debaixo da porta. Outra figura parecia dar a volta na casa, iluminando o caminho do jardim com uma lanterna, já que naquela hora já havia caído a noite.

-  Sebastian Morgenstern! Você está aií dentro. Somos da polícia local e precisamos fazer umas perguntas pra você, garoto. Por favor, Abra a porta para conversarmos. - Disse um dos homens em frente a porta de sua casa.

A essa altura o outro indivíduo já havia feito a volta pela casa e se aproximava da porta dos fundos.


mensagem aos viajantes:


Beleza meu. Então é o seguinte.. Na narração tu tem total liberdade pra decidir o que fazer. Tu pode atender a porta e conversar com os guardas, tu pode tentar fugir, ou pode tentar enfrentar eles.

se tu precisar usar teus poderes pra tipo, quebrar uma maçaneta, abrir um cofre, bater em alguém, ou se defender, tu vai precisar usar um ponto de energia. Se tu precisar usar tua perícia tu consome um ponto de conhecimento. se tu gastar todos os pontos de energia E todos os de perícia ao mesmo tempo, tu desmaia.

Em cada turno tu pode fazer até dois movimentos que use poder ou perícia, ou seja, tu pode usar 2 vezes o lançamento de dados.

Se tu for usar teu poder, por exemplo, tu vai gastar ponto de energia. Cada ponto de energia a mais que tu usar em um mesmo movimento vai ser um dado a mais que tu vai lançar. Por exemplo, se tu atacar o cara com teu poder, usando 2 pontos de energia, tu vai lançar 2d2 (2 dados de dois lados)

Pra ti lançar os dados é só escrever teu post e depois clicar em "pré-visualizar". A tela vai reabrir e debaixo da caixa de texto do teu post vai ter uma caixinha com o valor do dado que tu vai lançar. clica em 1d2, que é do teu nível. do lado tu coloca quantas vezes vai lançar ele,1, ou 2, ou 3, tu que escolhe. Esse número é os pontos de energia e de conhecimento que tu ta gastando.

Quando tu for gerar outro dado, clica no sinal de + do lado do número de dados que tu vai lançar.

Acho que é isso, qualquer coisa me pergunta ;)



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Última edição por Jack Kirby em Seg Dez 10, 2018 4:44 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Sebastian Morgenstern em Seg Dez 10, 2018 1:55 am



Em casa tudo parecia tranquilo, não que fosse ter a mobília se desfazendo, mas no desespero dos meus pais virando pó aquele nervosismo me fazia imaginar coisas sem sentido. A velocidade do ocorrido tinha algum sentido de certa maneira, queria entender o porquê de eu ter ficado, não que eu quisesse ir, mas também ficar sozinho era triste. Se bem que considerando que eu estava sozinho quando eles me deixaram na clínica e agora eles novamente me deixaram aqui. Tudo aquilo que os jornais mostravam só deixava mais evidente que meus pais não os únicos.

Queria sentir raiva deles por me abandonarem, mas percebendo que a culpa não era deles, a solidão me faria ficar pra baixo rapidamente naquele dia mesmo e então ouvi a porta. Saindo da sala pude ver as sombras pela porta e então do outro lado da casa alguém passando com uma lanterna. Semicerrei os olhos pensando que aquilo estava estranho demais para o momento, ainda mais com as palavras da polícia. Como podem ter certeza que eu estava ali? E porque alguém dava a volta na casa?

Sem habilidades mentais por hora, só me restava abrir a porta já que magicamente sabiam que eu estava ali. Revirei os olhos e fui em direção a porta, abri-a e sorri sem graça: - Boa noite policiais, desculpe a roupa, mas eu estava na escola encenando uma peça quando meus pais viraram pó e... - Abaixei o rosto fungando e torcendo o nariz, engoli em seco e neguei com a cabeça: - E eu não sei o que aconteceu com eles, nem sei se deveria registrar desaparecimento porque não tem 24h, mas pela televisão isso não foi um caso isolado.

Percebi outra pessoa chegando e lembrando de uns minutos atrás, lembrei da sombra com lanterna e dado tamanho do térreo, ele até que verificou o ambiente bem rápido. Dei de ombros olhando pra eles com o controle remoto ainda na mão: - Me desculpa por ter saído da escola daquele jeito, mas eu não sabia o que fazer. Eu acabei de voltar a estudar e eles estavam sempre me ajudando, mas com pó deles eu não sei mais o que fazer. Vocês estão verificando os sobreviventes?


Última edição por Sebastian Morgenstern em Seg Dez 10, 2018 2:33 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Jack Kirby em Seg Dez 10, 2018 9:41 am


VISITAS INESPERADAS
Sozinho como nunca esteve.

Antes que Sebastian chegasse na porta toda a energia do bairro havia desligado. Parecia que um blackout havia acontecido e, tanto as luzes da casa quanto as luzes de todo o quarteirão haviam apagado.

Sebastiam atendeu a porta e tentou dialogar com os policiais para esclarecer a situação. Porém, assim que terminou de falar, esperando que com isso aqueles homens entendessem o que aconteceu, o policial mais parrudo pegou o pulso de Sebastian, o torceu, jogando o garoto de cara para a porta, enquanto segurava seu braço em suas costas.

- Vejam se tem mais alguém nessa casa! É possível que ele não esteja sozinho. - Disse o policial que segurava Sebastian para o colega, que em seguida entrou na casa e acendeu sua lanterna. Aos fundos o outro policial já havia entrado na casa, se juntando ao outro colega de lanterna, fazendo uma breve varredura para verem se mais alguém estava na residência.

Enquanto Sebastian estava sendo segurado pelo policial, o mesmo retira uma de suas mãos dele para pegar as algemas que estavam em seu sinto.

- É melhor tu vir quietinho com nós. Vocês vão pagar por tudo que vocês fizeram. - Dizia ele enquanto rangia os dentes, aos ouvidos de Sebastian.




mensagem aos viajantes:


Sebs, ACHO que tua assinatura ou temp tão bugando a página. tu tenta tirar a assinatura pra ver se resolve o problema?



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Última edição por Jack Kirby em Seg Dez 10, 2018 4:43 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Sebastian Morgenstern em Seg Dez 10, 2018 4:15 pm


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Ao longe pude ver a falta de luz e rapidamente se seguiu até a minha casa com aquelas visitas surpresa. Me preocupava em pensar que aquilo seria considerado um daqueles episódios apocalípticos que há pane e as pessoas fazem merda como roubar lojas descaradamente e pôr fogo em carros. Não esperava por nenhuma daquelas coisas naquele dia e novamente me surpreendendo, o policial fortão era um ninja também pegando meu pulso, torcendo e virando ele nas minhas costas enquanto me empurrava na porta. “Mata ele logo cacete”

Não, não queria ser tão drástico a esse ponto. “Vai se arrepender.” Que seja, idiota. As palavras do policial me fazendo pensar um pouco mais longe, ainda mais com ele pegando as algemas. Sendo que contra mim não havia nada, mas a fala seguinte dele me incluía em um grupo específico e tirando o óbvio como sobrevivente só restava o de mutantes para eles irem atrás. Apesar de haver um sentido claro nisso, não havia uma razão real para irem atrás de mim, pelo menos até onde me lembrava.

Semicerrei os olhos percebendo a raiva ele com o tom que ele usara então liberdade e justiça eram de longe o que ele prezava, então não devia ser cordial e respeitoso também. Uma das coisas que me ensinaram na clínica era ser positivo e se manter neutro, usar o que eu tinha de mais forte para me ajudar sem me desesperar. E o que eu tinha de mais forte ali? Ar era o que mais havia desconsiderando as coisas que poderiam ser úteis se os tirasse de casa. Engoli em seco e concentrei a energia com uma extensão do meu corpo, sendo basicamente para o afastar de mim para fora da casa.

Aquilo não ia acabar ali, já estavam mais intrometidos do que o nível normal da polícia. Me descolei da porta sem a pressão do homem e puder massagear meu pulso enquanto utilizava das sombras por toda a casa para prender os outros. Não sabia seus locais e não podia chamar atenção indo atrás por mim mesmo, afinal eles estavam armados e se me pegarem de surpresa poderia ser o meu fim mesmo. Contava com a sorte e rapidez para lidar com os invasores preconceituosos. “Isso se não estiver errado” Não é hora pra pensar assim, merda.

Código:
Movimento 1: Ataque com quem me prendia utilizando o ar.

Movimento 2: Ataque com os outros policiais utilizando de sombras no ambiente.



notes: lidando com idiotas ; with: Policiais; vestindo: Isso
Thanks Maay From TPO.

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Excelsior em Seg Dez 10, 2018 4:15 pm

O membro 'Sebastian Morgenstern' realizou a seguinte ação: Lançar Dados


#1 '1D2' : 1

--------------------------------

#2 '1D2' : 2

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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Jack Kirby em Qua Dez 12, 2018 5:31 pm


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Sebastian consegue retirar o homem que o segurava de suas costas, ao mesmo tempo que prende os dois policiais dentro de usa casa, manipulando as suas sombras. O policial que estava segurando Sebastian voa para fora de sua residência com um forte sopro de vento. Ele cai de costas contra o capô de sua viatura, estacionada em frente a casa do garoto. Os outros dois policiais começaram a gritar, envolto por sombras, dentro da casa.

Ao olhar para fora, Sebastian vê 3 carros pretos estacionarem rapidamente em frente a sua casa. Seus vidros eram escurecidos e a placa não continha nenhum número, apenas a identificação "HAMMER.GOV". De dentro deles saíram 6 agentes que rapidamente sacaram suas armas. Uma mulher de cabelos loiros, óculos escuros e batom negro, fez sinal com a cabeça - Acertem-o - Os agentes dispararam contra Sebastian, o qual não tivera chance de se defender. Três dardos acertaram seu pescoço, fazendo com que o jovem se ajoelhasse no chão por perder as forças em suas pernas. Rapidamente ele sentiu seus sentidos sendo "desligados" e desmaiou.

Assim que Sebastian acordou se viu algemado e preso por fios de aço em três lugares de seu braço, tornando impossível se mexer. Em seu pescoço, um colar inibidor, impossibilitando que ele usasse seus poderes mutantes. Trancado na parte de trás de um dos carros que o haviam surpreendido mais cedo, Sebastian não conseguia enxergar nada através do vidro. Não havia como saber onde é que ele estava e muito menos para onde estaria sendo levado.

Mas antes que o garoto fosse levado para algum lugar, ainda em movimento e preso no veículo misterioso, Sebastian sente um forte impacto que faz o carro que estava capotar diversas vezes. Como estava preso a um banco e fortemente contido, o garoto não sofreu maiores danos. Um dos agentes arrebenta a faz a luz das lanternas atingirem diretamente o rosto de Sebastian. eles o retiram da cadeira, o desamarrando de lá, e o carregam ainda com braços e pernas amarrados. O carro havia sido atingido por alguma coisa muito forte, o jogando a metros para fora da estrada, nas mediações de uma floresta densa e escura.

Num rápido momento um clarão rompe a escuridão da noite e atinge os agentes que estavam ao redor de Sebastian. Sebastian fechou os olhos, pois estava sentindo uma forte tontura pelos giros que havia sofrido pelo capotamento do veículo. Ele sente diversos flashes atingir os egentes e quando olha ao seu redor, todos estavam desacordados no cão, aos seus pés. Um grupo de jovens então saiu detrás das arvores do local e uma menina entre eles se volta a Sebastian.

- Eu sei que você deve estar confuso, mas se você quer sobreviver, venha com a gente. -

Novos NPCs na narração:




mensagem aos viajantes:


Sebastiam pode escolher fugir com o grupo de adolescentes, ou ir por seus próprio caminho.

Interprete os acontecimentos deste turno e diga qual sua escolha, além de achar uma forma de retirar as algemas e o colar inibidor de seu pescoço.

Esse turno é interpretativo, sem necessidade de rolar os dados.

Se usar seu poder ou per[icia, será descontado de sua energia ou conhecimento.



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Re: Escola no Brooklyn

Mensagem por Sebastian Morgenstern em Qua Dez 12, 2018 9:32 pm


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Ouvir carro recebendo seu dono no capô me fez dobrar o lábio superior para dentro mostrando os dentes de cima em uma careta simples como uma comemoração do meu “troco” pelo pulso torcido. Ouvir os gritos de alguém sofrendo com meus poderes depois de me atacar deveria me fazer sentir bem, mas só relaxei o rosto e revirei os olhos: - Fracotes. - Não havia sequer apertado eles pra valer e duvido que o segundo andar estivesse tão assombroso assim para eles se assustarem com as sombras “vivas”.

Tirando parte da minha atenção dos três idiotas para os carros que chegaram, daquele estilo grande com vidros escuros e a placa com algo escrito sem números. “Como eles chamaram alguém?” Considerando os meus ataques não havia sentido, mas sem tempo pra pensar nisso logo que aqueles agentes estilo SWAT saíram. “Vai dar merda. Vai dar merda.” Observando a cena sem saber se podia ou não agir porque não queria jogar gasolina na fogueira sem ter certeza. Uma loira de óculos escuros e batom preto confirmou a ordem e mandou me acertarem. “Mau dia, mau dia, mau dia.” Enruguei a testa com uma feição de nojo esperando algum movimento deles, mas não tive chance de responder com os dardos que usaram.

Meu rosto relaxou novamente enquanto caia de joelhos no chão, minhas forças pareciam sumir e olhando para os agentes se aproximando aos poucos percebi a intenção. Meu controle sob as sombras havia ido completamente e isso era o fim: - Ih, acabou a luz galera. - Tudo escureceu e só senti meu corpo flutuar enquanto caia infinitamente. Revivi os últimos meses como se tivessem sido um filme longo, ou uma série que maratonei nos últimos dias e tudo estava fresquinho em minha mente.

Os surtos na clínica, as sessões de psiquiatra, a lenga lenga dos remédios, o perigo do meu humor e então a escola de novo, os ensaios e a peça. Assim que vi novamente meus pais sumindo senti o desejo de gritar, mas não saia som e acordei como se tivesse me batido no rosto. Tentei me levantar, mas estava preso e olhando para o que prendia meus braços, em seguida tentei tirar aquilo com os poderes e tomei consciência do colar inibidor. Revirei os olhos percebendo que pensaram em tudo e logo percebi o ambiente em que estava, era ainda um daqueles carros então não tinha dormido tanto assim, pelo menos não o suficiente para chegar no destino deles.

“Eu vou, eu vou, me fuder eu vou, eu vou.” A música que eu ouvia na clínica prestes a ser carregado pelos seguranças para o quarto ecoava em minha mente. A diferença é que dessa vez eu não fiz “nada” errado, invadiram a minha casa e iam quebrar o meu braço, só reagi. Os pensamentos só iam de tortura para testes onde iriam me tornar um escravo, ou talvez servir como soldado com uma bomba na cabeça tipo um filme de uma agência secreta do governo. Tinha que parar de ser pessimista nesses momentos e só lembrar de coisas ruins. “Mas é tão legal lembrar daqueles filmes.” Isso eu tenho que admitir, mas não ajuda em nada.

Em meios aos meus devaneios, senti um impacto do carro e minha mente pareceu desligar como se acionado um interruptor de luz. O carro rapidamente começou a girar me fazer crer que ele estava capotando pelos barulhos de vidros e não sendo atingido por algum tipo de força externa. Me permiti sorrir e me balançar pedindo por mais porque estava mais preso do que qualquer um deles e quanto mais girava contava que aumentasse as chances de todos morrerem ali dentro. “Só ficou faltando a trilha sonora, tipo uma guitarra forte e uma voz foda.”

Me senti em um filme de terror com a luz das lanterna dos agentes me procurando para me tirar do carro. “Por favor, que seja o Michael Myers, me daria melhor com ele.” Din Din Din, resposta errada. Me tiraram do carro, mas não me tiraram das amarras, me fazia pensar que eu não tinha ideia do quão sinistro eu era para eles.“ Eram uns doze agentes como reforço para lidar comigo, eu devia ter reagido a altura daquele medo deles. Suspirei percebendo que dentro do carro não percebi que o carro havia saído da estrada e a situação só melhorava porque não deviam ter como me levar a não ser esperar por reforços.

Estava levemente confuso depois do “parquinho rotatório”, mas o tempo deles me soltarem e a falta de educação em me tirarem do brinquedo, vulgo carro, me fazia recuperar os sentidos à força, ou eu caía e era arrastado até me recuperar. Um clarão acertou onde eu estava e fechei os olhos pra me concentrar melhor nas coisas. Quem quer que fosse só me deixava uma ideia: - Eu vim em paz e não sirvo para uma refeição. - Já cogitava canibais dadas as possibilidades furadas mais recentes do meu dia. Senti algo atingindo os caras ao meu redor e já imaginava o Predador bafejando sem a máscara tentando se comunicar comigo.

Abri os olhos conferindo o estrago nos caras e então uns garotos saiu do meio das árvores, uma das meninas me falou para ir com eles. Arqueei a sobrancelha direita olhando para os desacordados e os desconhecidos e dei de ombros. “Porque não?” Vou lá me unir aos exilados de Beverly Hills. Ou então fugitivos já que devem ter atacado das sombras e eu estar fugindo deles. Me agachei ao lado de um dos homens desacordados e retirei uma faca para me soltar das amarras nas mãos e pés. Podendo ao menos me fingir de gazela e fugir dos caçadores.

Ficando com a movimentação livre, me voltei para o carro e vasculhei o banco da frente, procurando algum dispositivo que fosse a chave. Não tinha nada fora do comum e então entrei no carro com o banco do motorista livre, mas o do passageiro ocupado por um dos agentes mortos pelo acidente. Vasculhando aqueles locais comuns de filmes, pelos bolsos da calça e nada. Subindo então minha curiosidade quase pervertida e encontrei em um dos pontos no peito um cartão, retirei ele dali e passei no meu colar como se fosse manteiga em um pão. Um barulho e ele caiu no meu pescoço, sai do carro com ele na mão e joguei no chão já pisando em seguida. Guardei o cartão no bolso porque poderia ocorrer de novo.

Me afastei dali e segui o grupo de malucos que aparentemente atacaram os carros. Se atacaram os carros sabiam que carregavam alguém. Se sabiam disso, talvez saberiam que eu era e segui essa linha de pensamento até o ponto em que eles na verdade poderiam trabalhar para um grupo diferente dos agentes, mas que me queria de algum modo. E a intenção de limpar minha mente desses pensamentos me fez os questionar: - E quem são vocês? Porque me ajudaram? Tecnicamente não sou um estranho para vocês?



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