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Aula 1º - Matteo M. Allighieri

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Aula 1º - Matteo M. Allighieri

Mensagem por Matteo M. Allighieri em Seg Jul 21, 2014 5:37 pm

i'm yelling timber

O moreno batia os dedos na mesa enquanto observava todos ao redor murmurando sobre as aulas e sobre como aquilo seria divertido. O garoto balançou a cabeça negativamente e levantou da cadeira, jogando o copo de café no lixo e então andou até um mural, onde alguém – que ele não havia prestado atenção nos detalhes – havia pendurado um aviso informando onde aconteceriam as aulas de armadilhas. Um sorriso de desafio brotou nos lábios de Matteo, que deu de ombros e seguiu as instruções, indo para a parte exterior do prédio. Nunca em sua vida havia feito uma armadilha para capturar alguém, mas já havia feito várias pegadinhas, tais como: colar estalinhos embaixo do assento da privada, espalhar cola no sofá, colocar taxinhas nos sapatos dos empregados... Coisas que qualquer criança faria para ganhar atenção.

Matteo respirou fundo, sentindo o cheiro da grama úmida pelo orvalho. Fechou os olhos e cruzou os braços, sentindo o vento frio chicotear-lhe no rosto e no corpo. Poderia imaginar que estava de volta ao jardim, quando era criança e se relaxasse o bastante, poderia até escutar a voz dela lhe chamando para tomar um chocolate quente. O garoto precisou balançar a cabeça para afastar os pensamentos ao escutar estudantes conversando e se aproximando. Assim que o grupo de garotas e garotos – uma média de oito estudantes – chegou perto o bastante, Matteo seguiu com eles, como se fizesse parte do grupo, embora não estivesse prestando atenção alguma no que eles falavam.

Conforme o grupo avançava para dentro do bosque, o garoto sentiu um arrepio lhe percorrer a nuca. Ajeitou a jaqueta no corpo e sentiu o característico cheiro da terra remexida, mas não teve muito tempo antes de pisar em falso e cair em um buraco com um pouco mais de um metro e oitenta. Matteo se sentiu irritado com sua distração, mas mais ainda quando escutou a voz de um homem e olhou para cima, encarando quem julgou ser o professor. Ele falava coisas obvias como “estejam sempre atentos”, “cavem um buraco fundo” e por ai ia. O garoto precisou fechar as mãos em punhos e respirar fundo, se controlando para então sair do buraco e se ocupar em tirar as folhas e terra de suas vestes. Era possível escutar as garotas e os garotos fazendo comentários frustrados sobre como não haviam prestado atenção, nesse ponto Matteo concordava com eles.

Quem se denominava Dentes de Sabre? Matteo balançou a cabeça ao ver as presas salientes do homem e havia descoberto a resposta. Deixou as mãos nos bolsos e então tratou de segui-lo, pois obviamente o professor não iria esperar ninguém. Alguns metros adiante o homem parou novamente e recomeçou a falar. O moreno olhou ao redor enquanto prestava atenção no que era dito. Com o sinal de Dentes de Sabre, dois homens trouxeram um terceiro encapuzado. Matteo virou a cabeça e apenas o observou de forma curiosa enquanto lhe retiravam o capuz e a caçada tinha início.

- “Se eu estivesse no lugar dele, faria a mesma coisa. Imagine você ser aparentemente sequestrado e um homem realmente muito estranho dizer que a caçada havia começado? Muito tenebroso...” – Ele deu uma risada um tanto quanto maldoso após o pensamento e precisou tossir para disfarçar a risada ao ver um tronco de madeira acertando o homem como se fosse um desenho antigo.

Ainda dando instruções, Dentes de Sabre fez com que retirassem o homem desmaiado depois de ter rido. De fato era uma armadilha simples, tão simples que havia surpreendido a todos. O garoto coçou o queixo e observou o terreno ao se redor enquanto Dentes de Sabre sentava-se em uma pedra e analisa todos de modo curioso. Matteo fechou os olhos e reviu como um flash um desenho antigo onde um Coiote perseguia um Papa-Léguas. Ele riu da própria ideia e então pegou uma bala do bolso antes de adentrar na floresta a procura de uma madeira flexível, uma grande pedra e cipós firmes e verdes.

A busca havia durando pouco menos de dez minutos. Agora o garoto tinha tudo que julgava ser necessário. Ele respirou fundo e então passou a amarrar as madeiras flexíveis em um quadrado, deixando as laterais firmes. Então ele prendeu uma série de oito pedras na parte que ficaria para baixo. Utilizando o cipó e madeiras mais resistentes, fez uma espécie de rede quadrada. Ao terminar, Matteo se levantou e observou o trabalho, para então encarar as árvores, a procura da melhor. A alguns metros a sua frente havia um tronco grosso que se curvava ligeiramente.

- Isso pode vir a servir... – Ele murmurou para si mesmo e então equilibrou a rede em suas costas e a levou até o tronco. Prendeu o cipó em volta de seu corpo e se ocupou em subir a árvore. Não havia feito muito esforço considerando que o cipó era comprido o bastante para o que ele tentaria fazer. Ao sentar na base do tronco fez uma careta ao ver que teria uma média de dois metros do chão. – Se eu cair aqui vou me ferrar legal. – Novamente ele murmurava para si mesmo enquanto prendia o cipó no galho. Respirou fundo e deixou o resto cair no chão, deixando pendurado. Pulou da árvore e então tratou de amarrar em duas pontas do quadrado no cipó.

Agora faltavam os aspectos finais. Prendeu uma pedra na ponta do cipó e o jogou em um tronco mais a cima. O esperou dar a volta e então o puxou para o lado. Com um pouco de força, ergueu o quadrado até o momento em que ele estivesse escondido pela altura. Com um suspiro, Matteo deu meia volta com o cipó em uma árvore e o prendeu de modo levemente solto na terra, onde certamente alguém iria passar. Então cobriu o local com folhas e levantou indo até Dentes de Sabre.

- Terminei minha armadilha. – Sem esperar resposta o garoto voltou a onde estava antes e apontou com a cabeça. – Quando passarem pelo corredor, vão arrebentar o nó que eu fiz com o cipó, que está escondido entre folhas, e derrubarão a foice ali em cima... – O garoto apontou com a cabeça com o quadrado e se voltou para o professor. – Teoricamente funciona assim.

/ ~ ~ ~/

Quando Dentes de Sabre liberou os alunos, Matteo se ocupou em voltar para o prédio e a procurar algum lugar para tomar outro café.


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Matteo M. Allighieri

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