Aula 1º - Henrique Reichmann

Ir em baixo

Aula 1º - Henrique Reichmann Empty Aula 1º - Henrique Reichmann

Mensagem por Henrique Reichmann em Qui Jun 12, 2014 1:59 am



Call me Ultor, the avenger


Ótimo, eu pensei, Agora que eu chego atrasado mesmo!
Eu caí com um baque tão alto no chão, que as dezenas de mutantes pararam para me observar. Eu levantei, entre uns cochichos lá e risinhos acolá. Eu pude sentir meu rosto esquentando e enrubescendo. Todos aqueles olhos me encaravam e aquilo me deixava nervoso!
Ajeitei a mochila nas costas e fui correndo até a sala designada. Abri a porta bruscamente e me deparei com vários alunos sentados em suas respectivas carteiras, alunos os quais, viraram seus olhos para contemplar o recém-chegado. À frente da sala estava a professora; Ela usava seu uniforme e tinha uma katana ao lado do corpo. Abri a boca, receando dizer algo, mas meu corpo não obedecia os comandos de meu cérebro, então o que seria um "Oi, eu sou o Henrique, desculpe pelo atraso" saiu como um "ããhn dãã".
A professora pigarreou e aquilo me despertou do meu transe e então arrastei-me até uma carteira vaga no fundo da sala, afastado do olhar de todos. Ela se apresentou e explicou os tópicos da matéria, enquanto percorria a sala, lançando olhares furtivos e repreendedores à alguns e olhares aprovadores à outros. Ela brandia a espada ao lado do corpo, tagarelando sem parar e eu me agarrava à cada palavra, cada letra, cada vírgula, como se minha vida dependesse disso, o que futuramente seria bem provável.
Srta. Elizabeth, ou simplesmente Psylock, sentou-se em sua mesa, colocando sua katana - que me deixava um tanto nervoso - sobre a mesa. Ela correu os olhos pela sala, avaliando cada aluno e quando seus olhos encontraram os meus, ela ergueu uma sobrancelha. Uma nuvem desforme formou-se à frente do rosto da professora, como uma aura rosada, e tomou a forma de uma borboleta e ela tornou à tagarelar, mas dessa vez sua voz ecoava em minha mente e pelas expressões dos outros, ela falava na mente deles também. Srta. Elizabeth pediu para que os alunos sentados mais à frente ajudassem-na à separar as carteiras deixando um espaço no meio da sala. A professora se sentou de pernas cruzadas, parecendo uma hippie ou aqueles caras gordos e carecas com roupas laranjas que ficavam "Auuuuuuuuuum"
- Quero que todos vocês sentem-se no chão como estou -Fala sério, pensei, Vamos virar budistas agora? - neste exato momento estou dentro de suas mentes e podem ter certeza que estou mexendo em suas memórias, fraquezas e tudo mais. Quero que fechem os olhos, concentrem-se em sua mente e não pensem em mais nada. Sei que não da para pedir que simplesmente retirem-me de suas mentes, mas façam com que eu não veja o que querem esconder, mantenham o foco e tentem me expulsar de suas mentes, digam á mim, mentalmente com vontade, que não sou bem-vinda e que me querem fora dela. Não pensem na memória que está á tona, embaralhem sua mente com o intuito de confundir o adversário. Pensem em coisas diferentes. Pensem com vontade. Lembrem de lembranças paralelas. Ou até mesmo pensem em algo que poderia afastar o telepata de sua mente, como por exemplos cenas que talvez o assustem ou façam com que ele prefira não ler sua mente. Assim que me expulsarem de suas mentes, esta aula estará finalizada... Boa Sorte.
Levantei-me, acompanhado da classe inteira e logo o ruído de carteiras sendo arrastadas e burburinhos encheu o ar. Passado alguns segundos os ruídos cessaram e eu, e a turma inteira, estávamos sentados no chão, de pernas cruzadas.
Eu fechei os olhos e mergulhei em um devaneio profundo, como se eu dormisse profundamente. Minha mente trabalhava à mil e alguma coisa me dizia que tinha algo errado. Eu sentia como se tivesse cravado uma agulha na minha têmpora e que essa agulha se alongava até perfurar meu cérebro. Era mais uma irritação do que uma dor, mas era incômoda do mesmo jeito, até que algo começou a dar errado, devastadoramente errado. Alguma coisa mexia no cérebro, buscando imagens aleatórias; Era Srta. Elizabeth.

Minha mãe dirigia o carro, era um Tempra cor de vinho. Minha mãe estava no volante e eu me aconchegava no banco traseiro de tecido acoplado. O rádio estava ligado no ultimo volume e tocava "Black" do Pearl Jam, a música favorita, tanto da minha mãe, quanto minha. Nós cantávamos a música alegremente, berrando, enquanto lá fora os outros motoristas nos olhavam rindo, divertindo-se com a cena.
Srta. Elizabeth estava olhando as minhas memórias, olhando a minha memória mais feliz. Eu me concentrei e minha mãe desapareceu, agora o carro estava sendo guiado sozinho. Me esforcei mais um pouco e tudo despareceu, tudo que eu via, e provavelmente Srta. Elizabeth também, era um enorme muro de tijolo, que seguia infinitamente em todas as direções. Uma força sobrenatural pulsou e as paredes de tijolo tremularam. Novamente, a pulsação tomou conta do lugar e as paredes desmoronaram.

Eu estava em casa; A televisão desligada, a luz da sala acesa e meu pai e minha mãe sentados no sofá. Eles conversavam sobre alguma coisa, mas eu estava tão distraído com meu boneco do Buzz Lightear que não prestei atenção. Por um momento achei que Srta. Elizabeth pegara a memória do dia que meu pai matou a minha mãe, mas eu me lembrei daquele dia, eu me concentrei; Não queria ver aquela cena de novo. No momento em que meu pai deu um soco no rosto da minha mãe, ele desapareceu, junto com a casa, com a minha mãe, meu boneco e o meu "eu" de antigamente;

Estávamos novamente na parede de tijolo que seguia infinitamente em todas as direções. As pulsações estavam mais fortes e mais poderosas, mas eu também me sentia mais forte e mais poderoso.
Eu sentia Srta. Elizabeth tentando romper a barreira e invadir minhas memórias novamente, mas eu só pensava na barreira de tijolos, imaginando o quão real era, o quão resistente era; Eu fui sugado de volta à realidade. Eu suava frio e lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. Todos os outros alunos também acordaram, alguns satisfeitos consigo mesmo e outros tão atordoados quanto eu.

- Bom trabalho... - Disse a professora





The end is coming



___________________________________________________







Rick Reichmann

Cause all of the stars are fading away. Just try not to worry, you'll see them some day ♪♫


Ficha X-Marvel
Level : 1
Poderes:
Mensagens :
2

Data de inscrição :
19/04/2014

Idade :
28

Localização :
Não faço a mínima ideia ._.

Ver perfil do usuário
Henrique Reichmann

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum