— x мαrvєℓ υทivєrsє
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Tóquio Skytree.

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Tóquio Skytree.

Mensagem por Sattine Marshall em Ter Maio 13, 2014 1:28 pm


"Inicialmente a torre deveria ter 610 metros de altura, mas o projeto foi alterado e ela passou até ter 634 metros de altura, tornando-se a mais alta estrutura do Japão e segunda maior do mundo, atrás somente da torre Burj Khalifa que possui 828 metros, localizada nos Emirados Árabes Unidos. Além disso, é a mais alta torre do mundo, oferecendo uma vista de tirar o fôlego."
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Re: Tóquio Skytree.

Mensagem por Sattine Marshall em Ter Jun 10, 2014 1:06 am

Missão One Post - Philip Montini.
Título: Battle on the heights. - Parte Um.
Sábado: 14 de março, 2014.
Clima: Frio, 16ºC. (Ventania).
*Proibidas TP's neste Tópico até o fim da missão.

 
 Philipe estava tendo um dia incomum no escritório da X-Factor. Não que ele não tivesse tendo dias inteiramente incomuns, desde que os terríveis domos haviam surgido no Texas. Agora, era Nova York quem parecia sofrer com a fúria dos seres gelados, e dos vilões super-poderosos. Curioso, assistiu um campo de força no noticiário, que se formara ao redor do Edifício Baxter. Nenhuma explicação fora dada até então, inclusive, para o sequestro de um dos Secretários de Segurança dos Estados Unidos. Howard Williams era aguardada numa conferência com uma cientista americana de descendência japonesa, em Tóquio. Não compareceu. O fato não só era curioso, como também alarmente. Tenso por estar largado sozinho, o jovem levantou-se, entediado. Era de sua própria naturaze ser alguém elétrico e cheio de vida. O toque insistente no telefone dos "investigadores mutantes", tirou-o do transe. Atendendo ao aparelho, só não caiu para trás pois estava sentado na cadeira de computador acolchada.

- A melhor das noites, senhor. Essa ligação é uma gravação. Foi enviada para acessoria do Secretário de Defesa, pouco antes do mesmo deixar o Pentágono, no dia anterior. Ele desejava informar à X-Factor de qualquer ocorrência que pudesse comprometê-lo. Nosso nobre Sr.Williams, como foi divulgado, foi sequestrado por um vilão. E segundo o desejo dele e do consenso formado por nossa equipe, é de suma importância que contratemos os serviços de sua agência, para proteger a vida e a viagem da cientista Magdah Harker. A doutora deve sair do Japão e voltar para casa em segurança. Mas provavelmente, você não estará sozinho... - assustado, um ser humano poderia facilmente dizer que teve o instinto de se defender. Mas naquele caso, o problema não era pessoal. Tratava-se apenas de defender uma das mulheres mais importantes da atualizade. E tratava-se apenas de sua primeira missão. - O dinheiro será depositado na conta da X-Factor assim que o serviço for concluído. Boa sorte, e boa viagem. Um pequeno jato está fretado para o senhor. Em uma hora. - com a cabeça tensa e meio zonzo, Phil teria de correr para viajar a tempo.


 Não se podia saber o quê esperar daquele passeio, além das informações que o jovem recebera. O lugar ao menos, era bonito e exótico, do tipo que a maioria estaria precisando. Mas o rapaz sabia que aquilo não era um simples caminhar. Havia um pergio real e presente envolvido. Vontades, desejos, forças que desejavam as mortes sua e dos outros de todo o coração. E somente ele, poderia investigar e proteger Magdah de qualquer louco ou mercenário que tentasse matá-la. Era finalmente a hora de seguir em direção ao aeroporto, e preparar-se para conhecer sua missão.  Era somente consigo próprio que Phil poderia contar, de certo modo. E precisaria disso, para enfrentar o que estivesse por vir...  





Pontos Obrigatórios:

- Narre a partir do ponto em que Philip atende ao chamado do Secretário Williams;
- Descreva o caminho de seu personagem até o aeroporto, e o desembarque no Japão, onde será encontrado pela cientista Magdah Harker;
- Magdah pedirá que a leve até o seu aboratório privado na Empresa onde trabalha, e lá vocês serão atacados por Elektra, enquanto tentam recolher alguns arquivos da física à respeito dos domos que surgiram no Texas;
- Escape de Elektra e salve a cientista, e sua pesquisa. Vocês irão encontrar uma equipe de segurança dos Estados Unidos na Skytree Tower. Lá, Elektra surgirá de novo;
- Narre sua luta com a assassina. No fim, ela o derrotará, mas você deve convencê-la que Magdah é importante para que a humanidade possa entender os domos. Ela voltará atrás, e liberará a cientista, pulando da Torre sem dizer adeus;
- Ao fim da primeira você estará deixando a Torre com a cientista, quando um gigante de gelo vestindo armadura de combate, surgirá por um portal mágico. A equipe de segurança levará Harker para o helicóptero, enquanto você será a única defesa. Encerre a primeira parte começando uma luta com o gigante.

Boa Sorte!
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Re: Tóquio Skytree.

Mensagem por Sattine Marshall em Ter Jun 24, 2014 10:37 pm

*Penalidade 1: O jogador será penalizado em -20HP e -10exp devido à quebra do prazo para postagem.
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Re: Tóquio Skytree.

Mensagem por Sattine Marshall em Sex Jun 27, 2014 9:33 pm

*Penalidade 1: O jogador será penalizado em -60HP e -30exp devido à quebra do prazo para postagem.

Status: 20HP. Perdeu 40xp.
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Re: Tóquio Skytree.

Mensagem por Philip Montini em Sab Jun 28, 2014 8:25 pm



Segurança de sushi

Domo, essa á uma palavra que não tão sendo iria esquecer. Os programas de televisão tratavam apenas daquele assunto, e como se não fosse bastante, desde o começo daqueles estranhos acontecimentos o meu serviço tinha triplicado. Investigações se espalharam tão rapidamente quanto os “ratos arruaceiros” por toda a cidade, noticia boa para o bolso mas desgastante para minha vida. Madrox andava ainda mais ocupado, e por muita das vezes precisava ajudar os X-mens a lutarem com algum lunático. O escritório da X-Factor estava totalmente vazio, Madrox tentava ao máximo recrutar pessoas competentes o suficiente para se juntar a nós, mas em meio a uma crise aquela tarefa não andava nada fácil.

Tentando aproveitar aquela tarde de “paz”, vestido com meu uniforme e um sobretudo preto, com meus pés em cima da mesa assistia ao noticiário. A pizza em minha mão quase caiu quando vi do que se tratava. Um novo domo em Nova Iorque, nada mais nada menos do que no edifício Baxter; sede do Quarteto Fantástico. Mesmo achando aquilo estranho, sabia que ninguém melhor do que o Sr. Fantástico para descobrir algo sobre aquilo, pelo menos não seria um trabalho para mim, assim eu esperava. Aquele não foi o único fato que me chamou a atenção, entre uma mordida e outra na pizza de calabresa, o noticiário informou que não tinham pistas ainda sobre o desaparecimento do Secretario de Segurança, noticia nada boa; ainda mais que o mesmo não teria comparecido a um encontro com uma brilhante cientista em Tóquio.

Um pouco entediado por apenas ver a cara feia dos gigantes de gelo, e noticiários sobre os domos na televisão; levantei para me espreguiçar, e quem sabe conseguir retirar um pouco do tédio. Estar sozinho em alguns momentos era sempre conveniente, mas desde que eu tinha chegado na Factor, aquilo estava se tornando cada vez mais rotineiro.  A luz do sol entrava levemente sobre as janelas, que por sua vez estavam quase que tampadas completamente por tábuas, ter que nos esconder naquele casarão abandonado às vezes era um saco. Meu notebook de trabalho ainda estava aberto na mesma pagina, nem mesmo aqueles vídeos estavam conseguindo mais retirar meu tédio. Metade da pizza ainda estava dentro da caixa, como as coisas boas da vida ficam com menos cor quando não se tem o que fazer, ou alguém para conversar.

Sentando na cadeira em frente ao computador, pensava em tudo o que tinha antecedido minha ida para aquele lugar, como o professor Xavier conseguirá dar um novo sentido para a sua vida, e principalmente nos erros que já teria cometido mesmo sendo tão novo. “Trim, trim, trim, trimmmm...”, aquele barulho despertou minha mente, trazendo-me para a realidade. O telefone tocava sobre a minha mesa, um aparelho não muito sofisticado, com  identificado de chamada, visor digital e botão para chamada em espera e por voz (não que o identificador de chamadas ajudasse, já que todas as ligações eram de telefones criptografados). Não era um telefone qualquer, era o telefone no qual recebíamos todas as ligações dos “trabalhos”. Atendendo urgentemente, gelei e quase desabei no chão. Não por ser uma gravação, não por eu não reconhecer a voz, aqueles detalhes eram rotineiros na Factor; mas aquela gravação não era comum. Era uma gravação enviada pela acessória do Secretario de Segurança, o mesmo que estava desaparecido.

A gravação nada mais era do que a contratação de nossos serviços, um serviço provavelmente ultrassecreto encomendado por um sequestrado, algo me dizia que não seria um trabalho comum. Todos os “trabalhos” que eu tinha pego até aquele momento não passavam de treinamentos, Madrox sempre estivera me testando de alguma forma ou de outra, seria aquele outro de seus truques? Mais algum treinamento? Não era o que parecia. Um jato fretado,   dinheiro ao terminar minha missão, aquilo so podia ser alguma pegadinha.

Antes que eu pudesse pensar em ignorar aquela ligação, o monitor de meu notebook piscou assinalando o recebimento de um novo e-mail. Tentando me concentrar, abri o e-mail e novamente quase cai de meu assento. A mensagem estava com remetente codificado, e possuía varias fotos e informações sobre a missão. A cientista que eu teria que escoltar estava nada mais nada menos do que em Tóquio. Pelas fotos a cidade era vislumbraste, talvez algo parecido com uma mistura de Nova Iorque e Las Vegas asiática. Não sabia se era para me deixar com mais vontade de embarcar no jato, mas varias outras fotos de pontos turísticos estavam anexadas, os lugares eram realmente fantásticos e exóticos; pena que algo me dizia que eu não conheceria nenhum deles.

Armazenando todas as informações em um pendrive, incluindo fotos da doutora, do local, mapas e instruções; não podia mais demorar, todo o tempo a partir daquele segundo era crucial para o êxito do trabalho. Apenas peguei uma mochila qualquer, coloquei algumas mudas de roupa e corri para o arsenal do casarão. Aquela missão poderia acabar não sendo tão fácil quanto eu gostaria que fosse, não seria ruim levar equipamentos a mais. Por alguns breves segundos analisei todos os equipamentos disponíveis, não era de meu feitio tentar matar as pessoas, então logo descartei todas as armas que de alguma forma poderiam ser letais; não desejava carregar mais sangue de inocentes em minhas mãos. Ainda tinha a opção de levar mascaras, uniformes de proteção e até bugigangas modernas, mas não teria tempo para pegar tudo. Escolhendo apenas um óculos de analise tática e uma pistola neutralizadora, joguei os dois objetos em cima de minha cama e fui me arrumar.

Não teria tempo para tomar banho, mas teria pelo menos que trocar de roupa. Acreditava seriamente que as pessoas não achariam normal eu andar por ai com meu uniforme, precisava de roupas mais apropriadas. Após retirar minha roupa e ficar apenas com uma cueca box preta, vesti uma calça toda preta parecida feita com o mesmo material e modelo que uma do exercito, uma blusa branca e uma jaqueta de couro preta. Aproveitei para colocar minhas luvas taser, não duvidava nem um pouco que precisaria usa-las caso a chapa esquentasse. Tentando esconder o máximo possível a pistola, coloquei ela em um coldre na minha perna direita, com toda a largura que a calça possuía, dificilmente alguém a perceberia. Antes que pudesse guardar meu óculos, o coloquei para teste, não poderia me dar ao luxo de levar um equipamento defeituoso para um serviço. Olhando ao meu redor, notei que conseguia ver varias marcas de digitais espalhadas pelo meu quarto, até mesmo consegui identificar no teclado do computador que possuía em meu quarto, que as ultimas teclas que eu tinha digitado eram as “ E,X, S, O, T,F”; não aguentei e soltei um sorriso, sorte a minha que não eram todas as pessoas que possuíam um acessório como aquele. Ao confirmar que aquele equipamento estava totalmente operante, o guardei em meu bolso, tempo é dinheiro.

Faltava apenas mais dois itens importantíssimos, meu computador de bolso e o pendrive. Guardando o pendrive no bolso de minha calça, guardei o computador de bolso na jaqueta juntamente com um adaptador USB e calcei minhas botas, estava preparado para a aventura. Não poderia esconder o fato de que estava ansioso e até um pouco amedrontado, desde que eu tinha sido resgatado pelo grupo Paragões, aquela seria minha primeira ação solo que não estaria sendo monitorada. Não teria tempo de contatar meu líder, e duvidava que fizesse alguma diferente, ele provavelmente estaria ocupado ajudando a defender a cidade de alguma invasão.  Torcia para que ele não se importasse de que eu pegasse uma das motos ou carro emprestado, afinal era por um bom motivo.


Descendo até a garagem enquanto carregava minha bolsa de viagem, não resisti e deixei um inocente e divertido sorriso formar em minha face. Ali bem em minha frente, estavam todos os modelos de carro e moto que tínhamos; Madrox nunca tinha deixado eu dirigir nenhum deles, e algo me dizia que ele não estava nem um pouco interessado em deixar. Infelizmente eu teria que decepciona-o, e estava me divertindo loucamente com aquilo, “que peninha, não tenho tempo e terei que pegar emprestado uma dessas belezuras tio Madrox”.  Parecia até mesmo que eu estava em um parque de diversões, aliava os veículos a medida que eu passava entre eles; como aquela escolha era difícil de ser feita. Por fim, acabei escolhendo a bela Harley-Davidson The One, aquela maravilha estava pedindo para ser usada. Colocando meus óculos, montei sobre aquela maquina feroz, abri o portão e fui-me, averiguando é claro se teria fechado corretamente todo o casarão.

Um friozinho ainda percorria minha barriga, não sabia mais se era por causa da missão ou a velocidade na qual a moto estava; não que aquilo importasse naquele momento. Acelerando ainda mais, soltava um pequeno grito de prazer ao sentir o vento em meus cabelos loiros; aquilo era melhor do que as noites na qual passava na companhia de meu pc. Não tive problema algum com a policia, o casarão da Factor não era no subúrbio atoa, a policia local geralmente pouco se importava com os pequenos delitos e fatos suspeitos; eles preferiam dar meia volta a cumprirem com seu trabalho.

Não demorou muito para que eu conseguisse chegar ao aeroporto, não me lembrava da ultima vez que teria estado em um lugar daqueles, era realmente surpreendente. Claro que na mansão do Instituto Xavier, eu tinha me acostumado com todo o luxo e tecnologia, mas aquilo era diferente; era um lugar comum para seres humanos comuns. Estacionando minha moto torcia para que quando voltasse, Madrox reconhecesse o sinal do sinalizador que coloquei na moto, e principalmente que não me matasse por causa da quantidade de dinheiro que teria de desembolsar para retira-la dali.

Tendo o cuidado de carregar meus documentos perto de mim, entrei na fila para se passar pelo sensor de detecção de metais. Certamente quando eu passasse, aquele equipamento apitaria mais do que juiz de futebol americano. Minha vez se aproximava a cada pessoa que passava com êxito por ali, eu tinha que pensar em algo. Sentindo meu poder “dar um choque” em meus neurônios, cheguei à conclusão de que teria que agir rapidamente. Ao chegar a minha vez, coloquei tranquilamente minha bolsa sobre a esteira, mas antes que passasse pelo detector, usei meus poderes para “roubar” toda a energia daquele aparelho; de modo que quando passei ele estava desativado. Para minha sorte as pessoas são muito desatentas, pelo tédio de suas atividades cotidianas, acabam deixando pequenos detalhes passarem despercebidos “como aqueles abestados não notaram? Tudo bem que foram por segundos... mas que se explodam, talvez um café e eles fiquem mais elétricos”. Dei um sorrisinho e peguei minha bolsa,  estava enfim livre para embarcar.

Ao achar o portão de meu embarque (informação essa passada pelo e-mail, quando eu ainda estava no escritório), dois homens de terno e óculos escuros estavam me esperando. – Sushi caramelado. Após ouvirem minha senha, silenciosamente me conduziram até o jatinho. O pequeno avião era o único naquela pista exclusiva. Todo branco, parecia aguardar pacientemente pela minha chegada, apesar de que a expressão do piloto não era a de paciência.

Rapidamente eu entrei no jatinho, acompanhado pelos dois homens “gorilões” vestidos com terno. Aquilo sem duvida alguma não era apenas um teste ou uma brincadeira, aquela gravação e as imagens não estavam mentindo. Dentro daquele jato sem duvida alguma tinha mais luxo que a maioria das casas normais. Poltronas reclináveis feitas de couro branco, tapete persa, frigobar, espaço para colocar copos e latas, mesinhas e um banheiro luxuoso; eu deveria estar sonhando. Nem mesmo o jato dos X-mens tinha tamanho luxo, me sentia como um deus; quem sabe até mesmo como Thor? Dei risadas de meus próprios pensamentos.

A viajem estava tranquila, não cheguei a cochilar por querer aproveitar cada partezinha de todo aquele conforto; apenas tomei alguns refrigerantes e comi alguns pedaços de um queijo que nunca tinha ouvido falar. Pouco depois de o piloto anunciar que estávamos chegando, retirei o computador de bolso e o pendrive, a fim de conferir mais uma vez as informações e estudar a planta daquela cidade; ser emboscado não era algo que eu desejava. Passei o restante da viajem analisando os melhores caminhos a serem tomados, cuidados que deveríamos ter e o método mais eficaz de concluir aquela missão. Ao sentir o trem de pouso tocar o chão, guardei meus pertences dentro de meus bolsos; enfim estava em solo asiático.

Desembarcando do jatinho, os dois “homens de preto da MIB” me acompanharam até o salão de desembargue. Carregando minha única bagagem, sem muito interesse nela já que desejava fazer aquele serviço rapidamente, caminhamos por entre as pessoas até avistar outro homem de terno parado ao lado de uma mulher. Reconhecia os tratos orientais daquela senhorita, se tratava de Magdah Harker, a cientista a qual eu estava encarregado de proteger. Tentei esboçar um sorriso ao aproximar um pouco mais, mas ainda assim a incerteza e insegurança faziam da minha barriga um liquidificador, deixando meu estômago embrulhado.

Magdah possuía cabelos pretos compridos e escorridos, que contrastavam muito bem com sua pele pálida e olhos castanhos. Ela estava vestida com uma calça jeans, sapatilhas pretas, uma blusa de setim que também era negra, e carregava em seus braços um jaleco um pouco mais branco que sua pele. Ela aparentava possuir cerca de trinta a trinta e cinco anos, sendo uma mulher um tanto quanto bonita para um padrão modesto. – Sr. Montini? Espero que a viajem tenha sido tranquila. A voz da mulher era um tanto quanto seca e misteriosa, como se aquela ultima afirmação fosse algum tipo de pergunta. – Tive a companhia desses dois gorilões aqui fungando em meu cangote por toda a viagem, sem duvida alguma ela foi animadora. Sorri para ela, tentando conter minhas sensações e sentimentos, concentrando no que realmente interessava.

Começamos a caminhar, os três grandalhões formando um triângulo ao nosso redor, e quando alguém se aproximava um pouco mais, automaticamente minha mão tentava encontrar a pistola, precisava me acalmar. – Espero que não seja difícil para você acompanhar uma dama até seu trabalho não é mesmo? Ela sorria e colocava seu jaleco. Para um bom entendedor meia palavra já basta, ela de uma forma sucinta tinha pedido para que eu a levasse até seu laboratório, seria aquele o mesmo lugar aonde estavam os arquivos sobre os domos? Precisava ficar atento, não teriam me enviado ali se aqueles dados não fossem realmente importantes.

Ao chegarmos do lado de fora daquele moderno e belo aeroporto japonês, uma Mercedes preta nos esperava, com mais um daqueles “homem-pinguim” dirigindo o automóvel. Aquilo me fez lembrar da moto, será que Madrox já a teria pego? Aquilo infelizmente era um problema para outro momento.  A cientista oriental sentou no meio do banco de trás, tendo ao seu lado direito um dos “gorilões” e ao lado esquerdo eu. No banco da frente ao lado do motorista, um dos homens que viajaram comigo estava, enquanto o ultimo deles iria dirigir uma moto um pouco a frente do carro, servindo como um batedor.

O tempo parecia não passar, a cada esquina em que o carro virava, esperava alguma armadilha ou algum ataque; aquilo estava fácil demais. Uma sensação de estar sendo observado me invadia, mas colocando meus óculos, não conseguia captar nenhuma movimentação estranha nos arredores, ao que parecia estávamos seguros. Não demoramos mais do que meia hora para chegarmos ao local de destino. Achei bastante estranho quando o carro parou em frente a uma casa de antiguidades, em um bairro mais histórico da cidade e com construções um pouco mais rústicas e feudais. A loja de velharias era vermelha, com arquitetura completamente oriental, e tinha até mesmo uma lamparina a óleo na fachada acima da porta de entrada.

Os seguranças não entraram, ficaram despistadamente (se é que aquilo era possível pelo traje dos homens) vigiando a porta de entrada, enquanto eu e Magdah entravamos no edifício. Não entendia ao certo o porquê parar ali, apenas segui a mulher que passou nervosamente pela recepcionista, que de imediato nada falou, pois parecia estar ainda mais nervosa do que eu e a cientista juntos. O lugar possuía até mesmo um trocador de roupas, o que era um tanto quanto estranho para um lugar que possuía apenas armaduras e outros objetos que não poderiam ser vestidos. Sem falar uma única palavra se quer, a mulher a qual eu deveria proteger entrou no provador, me puxando junto pela gola de minha jaqueta. Não esperava por aquilo, seria uma rapidinha em meio a um trabalho? Um bônus antes mesmo de o meu serviço começar de fato? Não sabia se era algo do tipo, ou se a mulher apenas estava sem paciência para comentar algo, apenas sabia que estava dentro daquele lugar levemente apertado, com a cientista encostada levemente em mim.

Antes que eu pudesse falar ou tentar fazer algo, a mulher encostou sua mão no centro do espelho, fazendo algo realmente estranho acontecer. Uma imagens translucida apareceu no espelho, parecendo escâner a mão da mulher o que era bizarro até para mim, não estava acostumado com aquilo. Após o escaneamento, o vidro se deslocou para trás da parede, relevando um espaço quadrado grande o suficiente para duas pessoas ficarem de frente uma para a outra. Ainda estava sem palavras quando Magdah entrou no buraco, olhando para mim como se esperasse que eu a acompanhasse. – Está de brincadeira não é? Novamente a mulher me puxou, fazendo com que eu entrasse no buraco quadrado. Logo após minha entrada, o chão começou a descer, como alguma espécie de elevador sem proteção alguma, aquilo nem ao menos tinha porta. Blocos de pedra e mais blocos de pedra, era tudo o que eu via até que enfim o elevador parou, deixando meu queixo caído com o que estava diante de meus olhos.

De frente do elevador improvisado, um grande e espaçoso corredor podia ser visto. Com as paredes e piso feitos de metal, o corredor/túnel dava acesso a uma sala, na qual vários aparelhos tecnológicos podiam ser vistos. Duas poltronas de escritório estavam quase no centro da sala, diante de uma grande tela a qual o computador principal parecia estar interligado. Mais duas salas podiam ser vistas a frente, ambas fechadas com portas grossas de metal e vidro que provavelmente seria a prova de balas ou algo do tipo. A bancada semicircular, passava de frente de todos os computadores, e estava cheia de papeis e pastas. – O que foi? Achou que eu faria uma pesquisa dessas em qualquer lugar? A mulher começava a mexer em alguns papeis e no computador, parecendo querer analisar alguns dados finais e pegar o que conseguisse carregar de sua pesquisa consigo. Um pouco entediado, aproveitei para explorar visualmente o laboratório, andando de um lado ao outro da sala analisando cada um de seus componentes. Enquanto via o desenho de um gráfico afixado em uma das paredes, escutei um leve som de metal se locomovendo juntamente com dobradiças hidráulicas entrando em funcionamento. Lentamente fui virando meu corpo em direção ao som, e o que vi a seguir não foi nada esperançoso.

Uma das portas das salas estava se abrindo, revelando o semblante borrado de uma mulher com roupas vermelhas. Não consegui demonstrar reação até que a porta estivesse totalmente aberta, e conseguisse visualizar o corpo escultural daquela mulher. Morena e de madeixas castanho-escuro, a mulher era um tanto quanto alta, possuía curvas bem definidas e acentuadas, usando uma roupa vermelha um tanto quanto sexy que tornava ainda mais perceptível à beleza do corpo da mulher. Seus cabelos esvoaçavam sobre seus ombros, tendo apenas uma bandana também vermelha enfeitando sua cabeça. Não sabia ou lembrava que era ela, mas seus dois sai pontiagudos não davam uma aparência apaziguadora para a intrusa. Magdah pareceu bastante aterrorizada ao ver o semblante da “mulher fatal”; como se aquilo fosse uma assombração ou algo do tipo.

O mais rápido que pode, ela pegou dois pendrives, e juntava vários papeis e pastas de pesquisa. Em passos lentos a mulher de lábios avermelhados e pele pálida; aproximava-se apontando ameaçadoramente suas armas em nossa direção. – Me dê essas pesquisas, quem sabe possam sair vivos. A voz de minha oponente era rígida e forte, como se suas palavras fossem leis irrevogáveis. A frieza tomava conta dos olhos da dama de vermelho, aquilo não era nada bom. Eu tentava pensar em algo para fazer, e inutilmente apenas consegui chegar nas palavras: - Quem é você? Como entrou aqui e o que quer? Ela não parecia parar ou se importar em responder minha pergunta. – Desculpe docinho, não estou aqui para brincar de pega a pega ou algo do tipo, estou aqui a trabalho. Emendado juntamente com seus dizeres, a mulher começou a correr mais rapidamente em direção a Magdah.

A assassina parecia determinada a cumprir com seu objetivo, forçando com que eu lançasse um raio de energia elétrica em seu franco esquerdo. Ao ser atingida de raspão, a mulher de vermelho apenas tombou levemente sobre um dos computadores, não conseguindo chegar a tempo na cientista. A mulher não parecia abatida ou que desistiria de efetuar seu ataque. – Corre mulher, pega essa porcaria logo e suba! Gritei para Magdah, não poderia deter a dama de vermelho se ela estivesse em meu caminho. A asiática aumentava a velocidade com a qual colhia tudo o que precisava, mas não parecia que seria o bastante. Enquanto minha oponente corria em minha direção, precisava de pensar em algo.

Indo correndo e desviando de seus golpes até uma das portas, tentava ganhar tempo. E bingo! Pouco após esquivar por pouco de ter meu pescoço perfurado pela arma de minha adversária, avistei a cientista já seguindo pelo corredor principal do laboratório. A chance para uma escapatória estava bem em minha frente, não poderia desperdiça-la. Usando meus poderes, fiz com que um campo elétrico envolvesse uma das caixas metálicas daquele lugar; talvez conseguisse ainda pegar a belíssima adversária de surpresa. Controlando a caixa, fiz com que ela viesse em nossa direção, acertando a dama de vermelho nas costas. Enquanto ela estava deitada no chão e com suas armas longe de si, corri em direção a Magdah, tínhamos que sumir daquele local o mais de pressa possível, falhar não era uma opção. Meu coração palpitava fortemente a cada passo que eu dava, aquilo definitivamente não era um treinamento porra nenhuma.

Ao conseguir adentrar o elevador com Magdah, a assassina já se levantava, ameaçando começar a correr em nossa direção. Antes que ela pudesse tentar fazer qualquer coisa, concentrei toda a minha vontade na eletricidade do local, a puxando para mim. Em segundos estava diante de uma sala totalmente apagada. Os arquivos ali contidos talvez não fossem salvos, mas era o custo que teríamos que pagar pela nossa vida. A assassina estava envolta de sombras, e o caminho até eu e Magdah estava dificultado. Usando a energia acumulada, fiz com que apenas o elevador funcionasse, em breve estaríamos longe daquele buraco infernal.

O elevador levou segundo até nos levar de volta ao “provador de roupas”, estávamos novamente no salão principal daquela loja de velharias. A atendente parecia chorar, abrindo um sorriso apenas ao notar que estávamos bem. Certamente, de alguma maneira aquela dama de vermelho teria obrigado a mulher  a dedurar a entrada secreta, e a ameaçado para que se mantivesse em silencio. Junto com os seguranças, todos saímos da loja e a trancamos, entrando no carro em seguida para finalmente irmos até o local combinado. Não sabia quem era aquela mulher misteriosa, mas algo me dizia que ela ficaria ali presa durante um bom período de tempo, talvez período o suficiente para estarmos finalmente longe do solo asiático.

Um dos seguranças ao ouvirem o que tinha acontecido, ligou para a policia especial dedurando a localização da mulher a qual chamavam de “Elektra”; quem quer que ela fosse estaria em apuros. Trinta e sete minutos e quarenta e um segundos, aquele foi o tempo exato até conseguirmos chegar ao prédio chamado “Skytree Tower”, aonde fomos recebidos por um grupo de seguranças estadunidenses. Diziam que aquela era a construção mais alta de toda a cidade, e pela quantidade de agentes americanos, estava certo de que nada de ruim poderia mais acontecer.

O prédio de fato era luxuoso e belo, uma imensa torre que emitia a grandiosidade de Tóquio sobre todos que a avistavam. Passando pela porta de entrada, junto de Magdah fomos acompanhados até o andar superior, um helicóptero estava nos esperando para que pudéssemos enfim voltar a solo americano. Ao chegarmos ao ultimo andar, a cena em nossa frente conseguiu me deixar atordoado. Ninguém estava nos esperando, e éramos apenas uma simples equipe de cinco pessoas rumo a um helicóptero, algo estava errado. Já estava colocando um de meus pés sobre a escadaria que subia até o heliporto, quando um arrepio passou por minha espinha. Eu iria ser o ultimo a ultrapassar a porta de saída daquele prédio, rumo a nossa salvação, quando novamente o desespero tomou conta de mim.

Antes que eu e Magdah conseguíssemos sair pela porta, um borrão vermelho pulou para dentro e fechou a porta de ferro. Ao que parecia todos os seguranças tinham sido derrotados ou talvez estavam inconscientes já que nem mesmo socos contra a porta foram ouvidos. Passado o susto, percebi que aquele borrão nada mais era do que a praga, a maldita que tínhamos trancafiado no laboratório. – Acharam mesmo que poderiam fugir de Elektra tão facilmente? Alias agradeço, talvez de fato eu ficaria presa naquele lugar por um bom tempo, mas aqueles policiais inúteis foram tentar me prender, tadinho deles. Olhava para ela e colocava a cientista atrás de mim. – Me contaram sobre quem você é, mas por que isso? Lembrava que no carro enquanto nos dirigíamos para aquela torre, os seguranças me contavam quem era aquela diabólica mulher, Elektra uma assassina de aluguel.

Ela não parecia que estava ali para uma conversa ou para tomar chá, já que apontava o sai para meu peito. – Saia da minha frente rapaz, apenas preciso matar ela, seria um desperdício acabar com alguém tão bonito e jovem. Não sabia se tomava aquilo como um elogio ou uma falta de respeito para com minhas capacidades, mas de qualquer modo aquilo era de fato uma ameaça. – Você pode ser quente igual uma pimentinha, seria desnecessário chamar uma terceira pessoa para uma farrinha não acha? Tinha sido prepotente e louco? Com toda a certeza, mas não poderia deixa-la matar aquela que eu deveria proteger. Parecendo um pouco irritada, a mulher apenas avançou sobre mim, dando um soco em meu nariz. Por alguns segundos fiquei atordoado e cambaleei para trás, aquela gracinha batia mais forte que um homem.

Aproveitando que tinha dado alguns passos para trás, saquei minha pistola atordoante e atirei. O primeiro tiro não acertou a mulher, já que minha mira estava prejudicada pela minha visão levemente embaçada, mas o segundo tiro, ele sim acertou em cheio. Vendo que o projétil acertou o ombro esquerdo de Elektra, vi que ela também cambaleava lentamente. Olhando para Magdah, apenas consegui suspirar e dizer. – Corre! No mesmo instante a cientista começou a correr escada abaixo, indo em direção ao elevador daquele andar. Eu não poderia acompanha-la, caso contrario certamente a assassina de aluguel nos alcançaria. Juntava um pouco de eletricidade em minhas ambas mãos com o objetivo de deixar aquela mulher mais eletrizada, mas antes que eu pudesse perceber; seu pé direito acertava meu peitoral, empurrando meu corpo para trás.

Sem duvida alguma ela era bem treinada, talvez a melhor no que fazia. Mesmo atordoada, ela conseguiu me empurrar escadaria abaixo com sua perna, eu não conseguiria simplesmente escapar. Meu corpo pendia para trás com todo o seu peso sendo atraído pela gravidade, aos poucos fui sentindo minhas costas e cabeça baterem nos degraus da escadaria, causando inúmeros danos internos e externos em meu corpo. Quando cheguei rolando até o pé da escadaria, Magdah ainda esperava aflita ao elevador, mais cinco andares. Dor, apenas naquilo que eu conseguia pensar. Não conseguia mover um de meus dedos sem que sentisse uma dor aguda em meu corpo, não poderia fazer nada. Elektra calmamente desceu as escadas apoiando seu corpo no corrimão, ela ainda estava lenta, mas ainda assim bem. Com seu pé ela pisou sobre meu peito, deu um sorrisinho e foi em direção a cientista asiática.

Dois andares, era tarde demais. Antes que o elevador pudesse chegar, a dama de vermelho agarrou Magdah pelos braços e colocou a ponta de seu sai apontado para seu pescoço. A distancia entre meu corpo e o delas era de mais ou menos dez metros, talvez minha voz ainda conseguiria ser ouvida. A cada segundo sentia que as moléculas e células de meu corpo trabalhavam, tentando o mais rápido possível consertar os danos causados em todo meu corpo. Em breves segundos ainda sentia dor, mas conseguia pelo menos ajoelhar com um pouco de dificuldade. – Na... cof... não fa... faça isso. Elektra olhou em minha direção, parecia surpresa por me ver consciente. – Não faça? Está brincando comigo? Isso é apenas um trabalho qualquer, claro que irei mata-la! Aos poucos meu corpo se recompunha, e minha voz voltava ao normal, deixando até mesmo meu fôlego mais constante. – Você não entende. E... essa mulher, ela não é uma qualquer. Ela parecia não se importar com aquilo, e prestes estava de perfurar sua arma no corpo de Magdah. – Escute. Você já ouviu falar sobre os domos? Com uma cara de tédio, Elektra olhou para mim. – Dom o que? Acho que talvez sim, mas o que isso importa para mim? Senti meu pescoço estalar e um osso voltar ao lugar correto. – Os domos são essas aparições estranhas que estão acontecendo nos EUA. Estou aqui por que acreditam que ela saiba de alguma coisa, e que ela é capaz de decifrar o porquê dessas aparições. Ela parecia pensar e mordia seu lábio inferior levemente. – E daí? O que isso me importa rapaz? Apenas estou cumprindo ordens. Ela parecia determinada a acabar com tudo aquilo mais rapidamente, quando Magdah deu um sorrisinho. – Pelo visto é perigosa mas talvez não tão inteligente. Esses domos, eles podem acabar com todo o mundo se continuarem, já viu as bestas que estão saindo de dentro dos vórtices que estão aparecendo dentro deles? Se não conseguirmos acabar com isso a tempo, bem, talvez seja o nosso fim. Eu admirava a coragem daquela mulher, ela estava me surpreendendo a cada vez mais, seria ela talvez um pouco louca? – Escute ela Elektra. Não iriam me contratar se ela não fosse especial. Acha mesmo que um trabalho é mais importante que todo o mundo? Não consegue pensar em todas as pessoas que você ama, suportaria carregar o peso de suas mortes sobre seus ombros? Não sabia se uma mulher como ela era capaz de amar, mas todos possuem algo com que se importam ou já se importaram, talvez ela conseguisse reconsiderar.

Minutos de silencio foram feitos, nós três apenas nos olhávamos e até mesmo as moscas pareciam não estarem afim de interromper aquela doce musica do silencio. Talvez eu tivesse determinado minha morte e a morte de Magdah, mas não poderia apenas assistir aquela assassina acabar com a vida de uma mulher na minha frente. Sem dizer nada, Elektra abaixou seu sai, correu em direção a uma janela e pulou. Não entendi nada daquilo, talvez ela apenas tivesse entendido que aquela cientista era mais importante do que aparentava ser, talvez ela se importava com alguém e não desejava que uma desgraça maior ocorresse. Não ousei olhar para baixo da janela, sabia que uma mulher como ela não se mataria, ela daria seu jeito de escapar com vida daquela “queda” e daquela torre. A cientista olhava para mim, comovida vendo os cortes em meu rosto ensanguentado. Já conseguia ficar em pé, podia até mesmo andar com pouca dificuldade, adorava aquele fator de cura. Apoiando no corpo de Magdah que insistia em ajudar, subimos juntos a escadaria que dava acesso ao heliporto. Usando meus poderes, consegui controlar o trinco da porta, fazendo com que ela se abrisse.

Os seguranças mais do que imediatamente vieram ao nosso encontro, pareciam um pouco confusos e lentos, como se “alguém” os tivesse acertado tomando o cuidado de não dar um golpe fatal. Um dos homens tentava me ajudar, enquanto os outros levavam Magdah para dentro do helicóptero. Sentia que meu corpo já tinha se recuperado praticamente 100%, apenas sentia como se estivesse enferrujado, com todos os meus ossos e músculos meio formigantes, mas estava bem. Não sabia quem controlava o destino, ou se alguém de fato fazia aquilo, mas aquele dia em especifico parecia que os “deuses” estavam brincando comigo. Quando já estava no meio do caminho entre a porta e o helicóptero, um brilho azulado apareceu a cinco metros em minha direita, e segundos depois algo começou a sair de dentro dele. O brilho se abriu em um vértice, e uma perna monstruosa e de aparência gélida saiu por dentro dele, aquilo não era nada bom.

Com um aceno de cabeça, pedi para que o segurança americano que me acompanhava fosse para o helicóptero, eles sabiam que nossa missão naquele lugar estava prestes a ser cumprida. Foi o veiculo aéreo ligar suas hélices que o monstrengo deu suas caras, em pé ali diante de mim estava um daqueles gigantes de gelo que apareciam diariamente nos noticiários de televisão. Minha vontade era a de correr e sumir daquele lugar, se mal pude lutar direito contra Elektra, quais seriam minhas chances contra aquele ser? Mas eu sabia que precisava ficar e lutar, a cientista ainda não estaria totalmente protegida enquanto o helicóptero não estivesse longe dali, minha nova missão era proteger aquele veiculo até que enfim Magdah estivesse protegida. Jogando uma rajada de eletricidade no peito do monstrengo, fiz com que ele olhasse para mim. – Ei seu picolé, não acha que está calor demais para tomar sorvete? O monstrengo parecia ter ficado nervoso, e aproveitando que ele usava daquele momento para erguer sua pesada lança de gelo, fiz a eletricidade que criará passar por todo o corpo de meu adversário, uma ideia tinha surgido em minha mente. – Espero apenas que não se derreta com todo esse calor. Sorri na direção do gigante, e usei meu poder para superaquecê-lo. Via sua armadura de gelo derretendo aos poucos, e até mesmo sua lança perder a parte gélida, desejava apenas que conseguisse sobreviver por tempo suficiente.

Poderes utilizados:
Eletrocinese:
- "Aura Elétrica": Consegue absorver a eletricidade ao seu redor até uma distância de 3 metros, assim recarregando seu corpo que fica com uma eletricidade estática e chamativa, possuindo +1 de ataque pelos próximos 3 turnos. Habilidade usada 1 vez a cada 3 turnos.

- "Eletricidade": Pode produzir eletricidade em suas próprias mãos, podendo lançar esferas ou rajadas de eletricidade(no máximo duas, uma de cada mão) por 5 metros, oferecendo +1 de ataque e lhe retira -1 de HP pelos próximos 3 turnos.

- "Produção de Eletricidade": Consegue sem o toque transmitir eletricidade, fazendo abajures acenderem ou até mesmo sobrecarregarem e explodirem, assim como lâmpadas, brinquedos, postes entre outros. {Habilidade Passiva}

- "Super-Aquecimento": Consegue super aquecer com o seu dom objetos, podendo derretê-los ou explodi-los, dependendo de sua consistência. Com os oponentes, seu poder vai até 10 metros e ao atingirem o oponente, o mesmo sente a pele queimar e sente-se eletrocutado. +2 de ataque e retira -2 de HP pelos próximos 2 turnos. Habilidade usada 1 vez a cada 3 turnos.

- "Levitação": Consegue usar a eletricidade como ímã, podendo atrair objetos de metal, aço, inox e parecidos, assim levitando-os de no máximo 10 quilos, arremessando-os com um pouco de esforço. +2 de ataque, usada 1 vez a cada 3 turnos.
Fator de cura:
"Fator automático": O jogador possui um fator de cura que aumenta em grande escala sua regeneração. Com isso, esse jogador recebe +1 de vida em todos os turnos. (passiva)    

"Cura concentrada": Se concentrando em seu fator de cura, o jogador pode aumentar por um breve momento sua regeneração. Dessa forma, além do resultado dos dados, o jogador pode receber +1 de vida. Habilidade possível 1 vez a cada 3 turnos.

Armas da X-Factor levadas:
Óculos de analise tática: É um óculos de análise rápida que possibilita ver impressões digitais, rastros de assinatura corporal, assim como resíduos que não poderiam ser vistos normalmente por olhos normais. Além disso, esse óculos pode auxiliar na análise dos movimentos do inimigo, possibilitando que por 10 movimentos o jogador recebe +2 pontos de esquiva ao utiliza-lo.

Pistola Neutralizadora: Essa pistola é incapaz de ferir fisicamente seu alvo, mas reduz os movimentos dele por alguns segundos, podendo deixa-lo mais vulnerável ou então deixar seu ataque menos eficaz. Possui capacidade de 10 disparos e, além do resultado dos dados, seu alvo perde -3 pontos no próximo movimento que realizar.  

Observações:
Considerar a recuperação do fator de cura quando for efetuar os descontos. Creio que terminei meu post como pedido, começando a lutar contra o gigante e tudo mais... Beijunda, acho que é isso ai.


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Re: Tóquio Skytree.

Mensagem por Sattine Marshall em Ter Jul 01, 2014 11:38 pm

Avaliação:

*USO DOS PODERES: 9
*CRIATIVIDADE: 10
*ORTOGRAFIA: 8
*DESCRIÇÃO E COERÊNCIA: 10

Exp.Total: -//-

Comentários Gerais: Phil, seu caso foi o mesmo da Pandora. Ótima narração, atenção aos pontos obrigatórios, cuidados com a ortografia e uma boa descrição dos cenários, além de interação com os NPC's, que eu tanto aprecio. Uma pena que sua experiência tenha sido perdida com as penalidades de atraso. Você teria tido um ótimo resultado. Parabéns pelo ótimo post.

Descontos Finais: -80HP

______________________________________________________

Narração:


Missão One Post - Phillip Montini.
Título:  Battle on the heights - Conclusão.
Sábado: 14 de março, 2014.
Clima: Frio, 18ºC. (Ventania).
*Proibidas TP's neste Tópico até o fim da missão.


Topo da Skytree.

    Elektra havia partido. Graças ao apelo de Phillip, Magdah fora poupada. Em segurança relativa, a cientista física partia em direção aos Estados Unidos, no momento em que um gigante de gelo surgiu através de um dos portais de Laufey. Sob os pés da criatura, rachaduras espalhavam-se pela estrutura de vidro da torre, pouco sustentando o peso excessivo do monstro. Caminhando em direção à Phill, o monstro tentou acerta o helicóptero que ia ao longe, com uma espécie de rajada gélida. Não obteve sucesso. Ele então virou-se e encarou o mutante, com um sorriso maléfico.

- Laufey manda lembranças ao povo do Japão. - ele disse, antes de retirar um cristal com forte brilho azulado de um dos bolsos da armadura de couro e metal. O material em seu corpo desprendia fumaça de gelo, assim como o chão da torre, quando o cristal foi derrubado em uma das rachaduras do prédio. - Se eu fosse você, homenzinho, fugiria bem depressa...

    Logo, tudo começou a ser consumido pelo frio, e a torre Skytree começou a ser convertida à um estado de zero absoluto. O vidro e as vigas de metal começaram a a entrar em colapso, e enquanto Phillip não via alternativa a não ser fugir para as escadarias, o gigante desaparecia como havia surgido. Do nada. Numa fuga desenfreada, Phillip alcançou a saída da torre no momento em que toda  aestrutura emitiu um ruído ensurdecedor. Totalmente transformada em gelo, logo o enorme monumento simplesmente tornou-se uma espécie de matéria leve como cinzas ou neve. Toda sua magnitude foi difundida em meio à Tóquio cinzenta. Não como uma demolição em massa, mas como uma nevasca revestida de feitiçaria e maldade. Um forte golpe ao povo do oriente, e uma afronta às autoridades humanas. Horas depois, o investigador da X-Factor foi "resgatado" por um jato pago pela acessoria do Secretário Williams, que continuava desaparecido. O rapaz retornou à Nova York, em seguida, com um misto de sensações que incluíam o dever cumprido, e o fracasso por não ter impedido o ataque terrorista. Nos noticiários, logo novas notícias aliaram-se às antigas. Numa entrevista coletiva cedida pela ONU à equipes de reportagem de todo o mundo, Magdah Harker discursava à população. Seu nome, em menos de quarenta e oito horas, havia tornado-se um dos mais comentados no mundo. Tímida mas firme, ela sorria delicadamente para as câmeras, antes de dirigir-se às mesmas como se falasse diretamente com cada espectador.

- Hoje, vimos com franco pavor as ações de um inimigo inesperado. Um inimigo, sem midericórdia. Sua fome por conquista e ímpeto são conhecidos à milênios. Laufey é o rei dos gigantes de gelo, criaturas gélidas e pouco sociáveis que vivem em um dos muitos mundos ainda não descobertos. Vimos com alegria a chegada de Thor, e de outros seres benevolentes, como os Kree. Aliados da raça humana. Certamente, devíamos ter esperado pelos inimigos. Ao ser notificada em minhas instalações secretas sobre o surgimento dos domos no Texas, debrucei-me em pesquisas em consultoria com nomes como Reed Richards, Tony Stark, Hank Pym e Bruce Banner. Juntos, chegamos ao diagnóstico que até então, é o mais aceito por todos. - ela apanhou algumas pastas sobre a bancada na qual se mantinha, e bebericou um gole d'água. - Tais ocorrências emitem as mesmas frequências energéticas que às da Byfrost, por onde os asgardianos chegam à Terra. Contudo, possuem um nível de radiação gama um pouco mais elevado, como se o material do qual é feito fosse mais primitivo, e talvez etéreo. Em outras palavras, magia. Sim, magia. A ciência e as forças ocultas nunca estiveram tão conectadas. Quanto mais nossas tecnologias e novas raças alienígenas são descobertas, mais percebemos que a humanidade já esteve muito mais próxima de tais dons, do que atualmente. Esses domos emitem inclusive, frequências que podem facilmente ser invertidas com uma mesma radiação inversamente polarizada. Em breve, talvez Laufey torne-se capaz de não só trazer partes de seu mundo à Terra, mas levar trechos de nosso mundo, para o dele. Não estamos próximos de descobrir uma forma de bloquear tais incursões dimensionais, mas aconselho que todos os moradores de regiões próximas das ocorrências, deixem-nas o mais brevemente possível. Não há clemência, entre tais seres. Eles matarão a todos nós, a menos que sejam impedidos. Obrigada.

       A declaração oficial da cientista foi recebida com uma chuva de perguntas histéricas e esgares agitados dos jornalistas, aos quais a mulher prontamente ignorou. Com o apoio da segurança da SHIELD, a física retirou-se do salão com a subsecretária Maria Hill, representante do Diretor Fury. Logo um acessor de imprensa passou a resposder às questões menos relevantes, com tédio. Phillip contudo, que assistia às notícias no escritório central da X-Factor, sabia que tudo aquilo estava longe de acabar. E que Magdah certamente, poderia fazer a diferença, provando que sua missão não fora afinal, total perda de tempo...

Fim da Missão.
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Sattine Marshall

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Re: Tóquio Skytree.

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