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Aula 4 - Oliver

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Aula 4 - Oliver

Mensagem por Sattine Marshall em Dom Maio 11, 2014 2:55 am


“Onde estiver o teu tesouro, aí também estará o vosso coração..."
S.H.I.E.L.D. ♣ Magic Touch ♣ Midas!




Oh, my heart, it breaks every step that i take...


Última Aula dos Atom (S.H.I.E.L.D.) - Investigação (Avaliação Final).

Eu estava nervoso. O uniforme de recruta parecia um pouco mais apertado que o normal, me sufocando como o abraço de uma cobra constritora. Tenso, eu caminhei em direção ao hangar com os outros recrutas. Agora haviam bem poucos, na fase final. Muitos haviam ficado para trás, ou desistido. Uns já estavam com médias que matematicamente os reprovavam. O que só contribuiu pra me fazer sentir ainda pior. Já imaginando se seria o Gavião ou a Harpia a aplicarem a última aula (a S.H.I.E.L.D. parecia gostar de aves), quase tive um infarte ou uma síncope, ao deparar-me com ninguém menos que Nick Fury, sentado com os pés sobre a mesa de instrutor. Isso aí. O Nick Fury. O Diretor. Meu autocontrole agonizou no peito, enquanto eu me apressava para tomar o assento, tentando não chamar muito a atenção daquele olhar. O homem parecia capaz de derrubar um mono-motor, com as sobrancelhas. Ele logo acendeu um charuto, enquanto o silêncio se instalava na sala como uma presença viva. Um parasita que todos temiam, o elefante branco no cômodo. Diretor Fury começou a aula nos introduzindo o tema. Como eu suspeitara, o teste final não envolvia apenas a investigaçãos e a análise de provas e evidências. Interrogatórios. Será que eu teria estômago? Bem, considerando o quê os recrutas dos Hawks deviam fazer em espionagem, acho que teria, sim. Não era difícil inflingir dor, pra mim. Eu só não conseguia pensar nisso como algo positivo. Minha vida inteira havia sido repleta de campanhas para o Greenpeace, e propostas para a ONU. Até meses atrás, eu era inclusive contra o porte de armas. Revirei os olhos. Se minha mãe, uma médica e ativista ambiental pudesse me ver agora...
A aula começou com Fury nos alertando sobre as condições adversas que podem envolver um interrogatório. Deuses de Asgard. Eram muitas. Com certeza o temperamento e a questão emocional dos investigadores devia interferir muito em casos como aqueles. Segundo Fury, interferia, sim. Imaginação doentia? Eu não sabia se tinha algo como isso, mas eu podia ser bem frio caso precisasse ver algum sangue. Logo ele fez um discurso sobre a necessidade de práticas violentas, para a proteção de outras pessoas. Não que eu concordasse que tortura podia ser justificada, mas era um pensamento reconfortante. Eu não queria ser um dos "merdinhas que não podem ver sangue". Se estava ali, pelo menos faria com que Maria Hill não se arrependesse de me livrar da prisão. Eu seria um bom Agente. E faria o que fosse necessário. Pelo que pude compreender, os interrogados geralmente reagiam aos mesmos estímulos, e seguiam padrões de posturas e comportamentos que facilmente nos permitiriam detectar mentiras e apertá-los para retificá-las com a verdade. A informação era mesmo uma arma letal. E o melhor modo de garantir a própria segurança, também. Ser portador de informações valiosas, te torna valioso. E isso, eu podia compreender.
Logo ele começou a nos explicar as formas de detectar as mentiras de um interrogado. Coisas como contato visual, tonalidade da voz e inquietação, que eu jamais havia considerado como sinais de mentira. Até senti certo humor, pensando que depois de formado, eu acabaria analisando todas as pessoas ao meu redor, o tempo inteiro. Talvez fosse esse um efeito colateral do treinamento que eu recebera, mas acabei compreendendo que sempre era melhor saber a verdade, mesmo no aspecto pessoal e particular da vida. Tenso, pensei em formas de fazer alguém se contradizer, e percebi que isso é algo basicamente fácil, em situações de extremo estresse. A própria pessoa pode não se lembrar de um detalhe que acabou de inventar, e voltar nele, pode confundi-la facilmente. Também havia algo de errado com pessoas que falavam pausadamente? Bem, e se esta pessoa estivesse deliberadamente falando devagar, com o intuito de atrasar ou irritar ao perito? Acredito que independente da razão, o resultado teria de ser o mesmo. Persuadir o interrogado a desistir de bancar o esperto. Eu também nunca havia particularmente gostado de pessoas que fazem o estilo "boa praça". São confiáveis, alegres e bondosas demais. Eu teria de pegar pesado com esses, para não me deixar enganar. Depois, deixou clara a necessidade de usar as evidências como uma "arma", um trunfo em interrogatórios. Certamente, somente isso justificaria o tamanho do trabalho que devemos ter para recolhê-las. As reações e as expressões de maníacos e serila killers, bem como a ausência de alguns traços comuns a todo ser humano saudável que se depara com imagens chocantes, devia ser analisada. Mesmo que uma pessoa seja fria e com tendências a psicopatia, nem sempre ela é culpada, então aí teriam de entras as provas, como Fury havia dito. Num turbilhão de emoções conflitantes, e com o cérebro a mil, mal notei que ele havia mudado de tópico. Métodos de tortura. Engoli em seco, pensando que o que eu estava aprendendo, possivelmente poderia ter sido usado em mim, caso eu tivesse sido preso pela S.H.I.E.L.D., sem a ajuda de Maria.
Parecia que Nick estava falando diretamente comigo, quando se referiu à linha que separa a crueldade e a bondade, num interrogatório. Eu não me sentia confortável com algumas coisas. Bom, se eu pretendia ser um Agente com Nível de Acesso superior ao seis, eu devia passar por cima de algumas coisas. Eu faria o possível para impressionar o Diretor. E a qualquer agente acima de mim, no futuro. Realmente, inflingir dor à um criminoso sem qualquer misericórdia não parecia nada demais, considerando o que poderia acontecer aos seus salvos, se não fizéssemos isso. Mesmo assim, eu achava o tipo de decisão difícil de ser tomada. Por sorte, não seria eu a ter que tomá-la. Eu apenas cumpriria ordens, e seria muito bom nisso. Lavando minhas mãos, que meus superiores decidissem quando e como eu devia aplicar os métodos que eu estava aprendendo. Ser um Agente, não implicava em ser rebelde, pelo contrário. Hill era conhecida por sua firmeza e severidade, e por seguir suas ordens com mãos de ferro. Eu seria como ela. Primeiro, Fury falou de espancamento. Eu também concordava que era um meio muito simples, mas pessoas mimadas e que se sentem superiores, geralmente têm pouca tolerância a dor. Esses começam a falar com um tapinha ou dois. Nos casos mais cavernosos, como os que ele mencionou, eu realmente não saberia o que fazer. Percebendo que muitos de nós estavma se perguntando o mesmo, ele foi adiante. Tortura elétrica. Um tipo de tortura mais excruciante, e de ação bem mais prolongada. Eu tinha minhas reservas com eletricidade, por causa dos meus dons com o ouro, que era seu melhor condutor. Mas eu saberia usá-la bem, se necessário. Depois, asfixia. Esse me parecia um pouco exagerado. Seria um dos meus últimos recursos. Eu temia matar alguém por engano. Mas se fosse necessário... Bem, já passamos por isso.
O último método apontado por Fury, me deu calafrios. Dilaceração. Pensar em ferir, em marcar alguém para o resto de sua vida, me parecia o tipo de decisão difícil, em todos os sentidos. Difícil de ser tomada, e com a qual seria difícil de lidar, depois. Mas eu entendi a emergência, e a urgência da sua prática. Era a última fronteira. Capz de levar à loucura até os interrogados mais resistentes. E talvez, uma forma de tortura até para o próprio interrogador, dependendo das tendências do mesmo. No meu caso, teria de me distanciar muito, emocionalmente. Eu ainda não estava pronto para algo assim, naquele momento. Mas como o próprio Fury havia dito, a vida real e as oportunidades em que seríamos testados, logo tratariam de resolver os meus problemas. Ou era isso que eu esperava, naquela que seria a aula mais decisiva da minha vida na S.H.I.E.L.D. Eu simplesmente não podia ser reprovado agora. Não depois de tudo pelo que eu havia passado. Se minha última tarefa fosse torturar alguém, eu o faria. Ainda que eu soubesse que a organização onde eu estava não fazia esse tipo. É claro que era importante extrair informações, e alternar o tipo de tortura, levando a vítima (ou melhor, o criminoso) ao seu limite. Eu ainda estava com a cabeça oca e um caderninho cheio de rabiscos, quando Nick começou a distribuir uma folha de papel, em cima das nossas carteiras. Algo em seu discurso havia me incomodade. Mesmo que fossem inocentes, eles precisavam saber que morreriam se não me dessem alguma informação... Eu não sabia até que ponto estava tranquilo quanto à isso. Por sorte, eu ainda não precisava descobrir. Mordendo o lábio inferior em expectativa, comecei a ler as questões do meu exame final...

- Eu estou tão ferrado... - gemi, engolindo o nervosismo que ameaça colocar pra fora todo o meu café da manhã. Se eu soubesse que o Diretor da S.H.I.E.L.D. ministraria aquela aula, teria comido bem menos bacon.


Teste:
1 – O que significa a pausa na fala dos interrogados?
Que provavelmente, eles estão mentindo. A parte criativa de seu cérebro está maquinando uma mentira coerente, por isso, inconscientemente seu cérebro provoca pausas no discurso, a fim de organizar os pensamentos.

2 – Por que mostrar fotos e armas do crime podem ser boas formas de saber sobre o perfil psicológico do interrogado?
Pois psicopatas e assassinos dificilmente apresentam as mesmas reações que pessoas normais, à imagens chocantes ou que representem assassinatos. Geralmente, demonstram curiosidade e falsa empatia ou dó pela vítima, mas apenas para disfarçar sua curiosidade em saber o quanto os investigadores sabem sobre o caso.

3 – Porque a tortura elétrica é uma das mais eficazes?
Pois ela provoca um estado de dor e agonia prolongado, sem que o alvo fique incosciente rápido demais, como ocorre no espancamento. O choque elétrico também provoca reações secundárias, e se desdobra em uma série de torturas menores, para o corpo afligido.

4 – O que é mais importante num interrogatório?
O mais importante em qualquer interrogatório, é conseguir a informação necessária.

5 – Por que é importante perguntar de detalhes minuciosos na interrogação?
Para verificar se há falhas nos detalhes da versão apresentada pelo suspeito. Geralmente ao mentir, eles deixam passar partes importantes. Voltando aos detalhes, é possível detectar mentiras e mentirosos com maior facilidade.

6 – O que um interrogador deve fazer quando está sem tempo disponível para criar um bom interrogatório?
Improvisar com o que tem à mão. Ou seja, utilizar a própria criatividade para obter as informações necessárias do seu interrogado, inclusive por meio de tortura, se necessário.

7 – O que significa quando o interrogado está com as pupilas dilatadas?
Que ele está estressado, e possivelmente tentando ocultar informações.

8 – Porque a tortura por afogamento é uma das mais eficazes?
Pois a sensação de asfixia é uma das mais agonizantes. Ela provoca um estado de pânico crescente na vítima, que não consegue pensar com muita coerência, e concentra-se em se livrar daquela sensação terrível. Tal desespero induz o torturado a falar com mais disposição, sobre o que o investigador desejar saber.

9 – Como um bom investigador usa as provas do crime?
Como um trunfo, uma arma contra o interrogado. Ele utiliza as provas como meiso para detectar falhas nos discursos de um suspeito, colocando-o contra as próprias palavras, em busca da versão real dos fatos.

10 – Qual o importante em meio a tortura em um interrogatório?
É causar dor sem que o interrogado perca a consciência, provocando sentimentos como pânico, medo e agonia. É fazê-lo desejar que seu martírio tenha fim, e que perca a esperança de sair ileso da situação. Então, ele não verá alternativa a não ser a colaboração.

11 – por que a tortura por dilaceração é uma das mais eficazes?
Pois ninguém (em tese), é imune à dor. Ser mutilado, traz ao interrogado o pensamento de que ele jamais será como antes, e que pode ficar deformado para sempre. Essa urgência se alia à dor excruciante e ao pânico de acabar morrendo no processo. Geralmente, é o método mais eficaz. E também o mais violento.

12 – Por que não confiar no interrogado?
Pois eles podem estar apenas induzindo e conduzindo os investigadores na direção que desejam. Geralmente as pessoas que parecem honestas em excesso, são as mais perigosas. As mais falsas. É aconselhável que não se confie em nenhum interrogado, até que surjam provas de sua inocência, se ele realmente o for.

13 – Por que o método por espancamento não é tão eficaz?
Pois ele tira os sentidos do interrogado, tornando-o inútil ao propósito principal, que é a obtenção de informação.

14 – Por que é necessário ser cruel num interrogatório?
Pois vidas dependem do resultado do mesmo. A crueldade é um meio de impedir crimes ou tragédias maiores, neste caso. Ela é um meio de proteção às vítimas que dependem da resolução do crime.

15 – Hora de serem criativos. Digam-me, caso precisem interrogar alguém e tenham apenas 20 minutos para saberem onde está o dispositivo que pode desativar uma bomba, que método iria usar. Descreva sua tática de tortura.

Devido à urgência da situação, não haveria tempo para uma tortura muito elaborada. A solução mais óbvia, seria começar pelo método de tortura mais radical. A dilaceração. Primeiro, a atmosfera de pavor deveria ser criada em torno do interrogado, então eu arrancaria uma de suas unhas sem sequer ter perguntado alguma coisa. Apenas para que ele sofra e tenha em mente de que eu também não estou brincando. Depois, eu faria as primeiras perguntas, de maneira calma e fria. Caso a resposta fosse negativa, passaria para o próximo dedo. A dor sente-se melhor devagar, mas eu teria de arrancar suas unhas bem rápido. Certamente que se ele não colaborasse, eu poderia provocar pequenos ferimentos ao redor da parte dilacerada, que podem provocar dores superiores à de uma amputação. Uma pergunta, um dedo. Claro, que de maneira controlada, para que ele não desmaie. Acredito que antes do terceiro dedo, e em menos de dez minutos, teria a informação necessária.



Com o nervosismo retumbando em minha mente como um tambor de couro, levantei-me para entregar a avaliação à Fury. Ele levantou os olhos do livro que lia enquanto apoiava os pés sobre a mesa, e tomou o papel de minhas mãos. Eu fora o primeiro. Seu olhar deteve-se por alguns momentos em minhas luvas de ouro, e ele me reconheceu. Já estavam me chamando de Midas por toda a The Hub, e certamente que Hill não havia me recrutado sem a sua autorização. Corado, esperei que ele corrigisse meu teste, com o coração palpitando na velocidade das asas de um beija-flor. Após ser liberado, deixei o hangar ainda digerindo meu resultado final...


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