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Aula 2 - Oliver

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Aula 2 - Oliver

Mensagem por Sattine Marshall em Qui Maio 08, 2014 4:43 am


“Onde estiver o teu tesouro, aí também estará o vosso coração..."
S.H.I.E.L.D. ♣ Magic Touch ♣ Midas!




So, you wanna play with magic?


Segunda Aula dos Atom (S.H.I.E.L.D.) - Investigação.


Mais um dia no paraíso. Só que não. Enquanto esfregava o rosto com as mãos enluvadas, fitei a pequena janela na cabine que me fora designada na base da S.H.I.E.L.D. (The Hub). Eu não conseguia acreditar no quão longe havia chego. Principalmente depois de tudo que eu já fizera para alertar a população sobre os aspectos negativos da Organização pela qual eu estava sendo treinado. Abstinência. Eu precisava do meu notebook. Faltavam poucos minutos até o horário da próxima sessão do meu programa de treino, e os segundos caminhando no relógio de parede discreto do dormitório, pareciam anos. Eu certamente devia estar acostumado com aquilo. Passara anos na faculdade, trancado num espaço quase tão pequeno quanto aquele. A rotina de exercícios e atividades dos Atom já não estavam me cansando tanto quanto antes. Era algo suportável, ainda que nada agradável. Era estranho conhecer recrutas que haviam dado o sangue para estar ali. Pessoas completamente dedicadas à serem as melhores. Haviam também as desistências, e eu temia ser um deles. Para mim, desistir estava fora de questão. Eu não queria responder pelas quebras de sigilo que eu provocara. Sabia que dificilmente a Justiça absolveria um hacker numa causa contra a toda-poderosa S.H.I.E.L.D. Ironicamente, agora eu precisava concluir aquela etapa, compensar a empresa que eu antes tentara prejudicar.
O que mais me impresisonava por ali, eram os humanos. Pessoas sem dons especiais, e que dariam vinte de mim em qualquer uma das atividades propostas pelo programa. Deus, era só olhar para agentes como Romanoff, e Barton. Eu era um Zé Ninguém, com luvas estranhas e orelhas pontudas. Um maldito Peter Pan vestindo o uniforme dos Atom. Minha primeira aula não havia sido de todo ruim. Meus problemas de confiança haviam impedido-me de ter total segurança diante dos olhares de meus colegas. Mas eu havia sido um dos melhores em Investigação. Eu era naturalmente minucioso. Talvez isso faça parte do ramo de roubar informações sobre as quais eu não devia ter qualquer conhecimento. Espreguiçando-me, senti os músculos doloridos, protestando. As coisas não andavam fáceis ultimamente. Haviam coisas bem estranhas passando na TV, sobre redomas dimensionais, e gigantes de gelo surgindo por tudo quanto era lugar. Dallas. Com certeza, eu precisava dar o meu melhor, se quisesse ter a mínima chance de sobreviver ao que parecia aguardar todos aqueles que cruzassem o caminho dos monstrengos gelados. Era assustadora a destruição que eles podiam provocar. Saber que quem estava os enfrentando naquele instante, provavelmente eram da S.H.I.E.L.D., me transmitia um senso de responsabilidade e empatia que até então eu recusara-me a sentir. Mas eu era parte daquilo, querendo ou não. Uma pequena célula, mas ainda assim, presente. A sirene dos recrutas tocou no alto-falante, anunciando o início da nossa próxima aula. Já preparado, ergui-me bocejando de leve, e comecei a rumar em direção ao Hangar, ao lado dos meus colegas, que iam deixando os próprios alojamentos. Rindo, olhei pras minhas luvas. Ninguém mais parecia estar incomodado com o fato de eu ser um mutante. Talvez, eles também estivessem me aceitando, aos poucos. Naturalmente tímido, me mantive em silêncio até que encontrei o Gavião Arqueiro, novamente. Num gesto reflexo, acabei avaliando a musculatura bem desenvolvida de seus braços. Antes que ele pudesse perceber algo, baixei o olhar. Não queria ser pego secando o instrutor. Deus. Diferente da última aula, aquela se parecia mais com algo que eu vivenciara na faculdade de Letras. Ele tinha papéis em suas mãos. Testes, certamente. E haviam cadeiras. Um pouco de normalidade não faria mesmo mal. Sentei-me, e aguardei o início das explanações.
Depois dos primeiros cinco minutos de aula, eu estava apavorado. Nem ferrando fazia ideia de que existiam tantos tipos de abordagens investigativas possíveis, muito menos que tinham tantos procedimentos que deviam ser rigidamente respeitados para a conclusão de um caso. Pelos demônios, será que eu ia conseguir lembrar de tudo isso numa situação real? Até que ponto o instinto assumia, num caso desses? Tentando me concentrar, esfreguei minhas luvas, piscando algumas vezes. O raciocínio de Barton não era difícil de acompanhar, mas as expressões dele me deixavam um pouco "no ar", em alguns momentos. Mas devo admitir que eram engraçadas, ainda que meu estômago revirado pela ansiedade não permitisse que eu relaxasse por completo. Logo, Barton discorreu sobre os passos dados desde a comunicação de uma ocorrência, até a chegada do perito ao local. Nos relatou as práticas dos investigadores de acordo com diversas situações adversas, e as divisões de trabalho e/ou funções entre os mesmos. Divisão esta que eu desconhecia, até então. Peritos de campo, ou peritos forenses. É claro que ali, estávamos recebendo conhecimento suficiente para atuar em quaisquer das duas áreas, mas me intrigava que uma escolha pudesse ser feita. Primeiro, devemos reconhecer a complexidade da cena de um crime, e todos os locais que ela engloba. Dessa forma, é possível determinar exatamente a trajetória da vítima e de seu agressor, podendo facilmente chegar inclusive, à uma hipótese correlacionada à fuga do suspeito. Fascinado com a aula, já via em minha mente diversas possibilidades. Lutei para voltar ao foco, e me concentrar em Clint.
Após mais uma intensa explicação sobre a importância da preservação de uma cena de crime, Barton nos introduziu à respeito das documentações que envolvem uma investigação. Eu já fazia ideia de que tratava-se de um processo burocrático vasto. Deus sabia quantos relatórios e fichas criminais eu encontrara, vasculhando os arquivos criptografados pela S.H.I.E.L.D., em zonas da Deep Web. Haviam relatos de milhões de crimes e criminosos por todo o mundo. Cada morte, dezenas de folhas de papel, e fotos. Documentação. Foi um conceito fácil para mim, já fazia parte do meu dia a dia. Se algo era registrado da maneira certa, então jamais poderia ser ignorado. Por fim, ele nos repetiu que a divisão de tarefas, deve-se de acordo com o número de investigadores dedicando-se à um caso em específico. Em minha cabeça, vi isto mais como uma espécie de triagem. Quanto mais complicado o caso, mais de nós seriam enviados, e mais as tarefas seriam divididas. Em situações simples, haveria apenas a autonomia e uma quantidade de encargos muito maiores. O que nem sempre devia ser ruim, imaginei... Ao fim da aula, os monitores audiovisuais holográficos que elucidavam as pautas de Barton foram desligados, e ele rapidamente nos distribuiu as folhas de papel que eu vira no início da aula.

- Que saudades das provas... - murmurei baixinho, lembrando da faculdade. Uma época em que tudo era mais fácil. Logo, concentrei-me no meu teste, embora tivesse certeza de que não haveriam muitos problemas com as respostas, depois de uma palestra tão detalhista quanto a do Arqueiro. Aqueles que como eu, haviam anotado os tópicos principais, não teriam problemas.


Perguntas:

1 - Qual a primeira coisa que um investigador faz ao chegar à cena do crime?
O primeiro passo é definir a extensão da cena do crime. De modo que toda a trajetória (ou em teses, parte dela) de vítima e agressor seja identificada, isolando e preservando elementos essenciais à uma melhor compreensão do crime. Ação inclusive, que pode determinar a diferença entre perder ou não uma evidência preciosa.

2 - Como é chamado o que ocorre na cena do crime e no laboratório?
No local do crime ocorrem as etapas de reconhecimento, documentação e recolhimento de evidências. Nos laboratórios forenses, ocorre o processamento das provas levadas pelo perito, ou pela equipe de peritos.

3 - O que o perito faz com as amostras antes de mandá-las para o laboratório?
Ele deve garantir a integridade das mesmas. Ele deve etiquetá-las, registra-las e empacotá-las para que não sejam corrompidas no transporte até os laboratórios.

4 - Os detetives investigam o crime seguindo que evidências?
Logo após interrogarem as testemunhas e consultarem os peritos, os detetives investigam o crime baseando-se nas mesmas e nas evidências físicas, encontradas no local. Após isto, apenas o feedback do laboratório forense poderá retificar, ou confirmar a tese erguida pelo agente.

5 - Qual o Objetivo final de uma investigação?
Apanhar e condenar o criminoso, impedir que inocentes sejam incriminados.

6 - Como um perito documenta uma cena do crime?
Através de fotografias, esboços e estratégias de reconhecimento do local, como o uso de lanternas. Também podem ser solicitadas gravações de áudio e vídeo, em casos específicos.

7 - Quando um perito chega na cena do crime, na etapa de reconhecimento, o que ele usa nos primeiros momentos dessa etapa para começar a investigação?
Apenas os seus próprios sentidos visuais, uma caneta, e seu bloco de anotações. Durante o reconhecimento, o principal objetivo é situar-se na cena do crime, e somente então partir para o uso de outros utensílios.

8 - Qual o objetivo da documentação da cena do crime?
Recriar o ambiente onde ocorreu a cena do crime, de modo a proporcionar ao advogado de acusação a ao laboratório forense, evidências que ajudem a identificar, ou aproximar-se de um culpado.

9 - Em que momento acontece a documentação da cena do crime?
Durante a segunda passagem pelo local do crime, logo após o reconhecimento inicial do perito.

10 - Quando os resultados do laboratório ficam prontos, eles são enviados à quem?
Ao detetive responsável pelo caso, que possui autonomia de ação sobre os elementos do mesmo.

Após terminar a tarefa, ergui-me de minha cadeira e entreguei a folha de papel para Clint, em sua mesa. Pelo visto, eu fora o primeiro a acabar, daquela vez. Esperei que ele corrigisse minhas respostas, e me desse alguma sugestão ou fizesse alguma observação, antes de dispensar-me de volta ao dormitório. Aguardando pacientemente, saí do Hangar logo que liberado.


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