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Fabricai e oliver - primeira aula

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Re: Fabricai e oliver - primeira aula

Mensagem por Convidado em Qua Abr 16, 2014 4:06 pm






"

Eu estava sentada, presa sobre uma cadeira amordaçada. Ao meu lado um homem se debatia loucamente aprisionado. Em minha memória buscava reconhece-lo. Ele não me parecia uma pessoa desconhecida. A sua frente uma pessoa que não reconheço como mulher ou homem, apenas a sua longa capa que esvoaçava liberando uma sensação de perigo a todo o meu corpo. Ele se ajoelha a frente do homem e retira uma pequena navalha afiada. A partir desse momento percebo um corte profundo no rosto e logo em seguida uma visão: - Pai? Pai? – O meu corpo se sacode violentamente entre a cadeira e sinto as amordaças se rompendo. Ponho-me de pé deliberadamente e corro na direção do meu pai, observando sua figura sumir enquanto o meu corpo se aproxima. – Pai! – Grito com toda a minha força.

O meu corpo desperta novamente do mesmo pesadelo. O mesmo que me assola desde os meus doze anos de idade. Ao abrir os olhos percebo a luz solar forte que penetra pelas janelas liberando primeiro um desconforto e após uma sensação de medo. Revirando os meus olhos pelo quarto percebo que estou no dormitório da S.H.I.E.L.D e que me encontro terrivelmente atrasada. Caçando os meus óculos pela escrivaninha o encontro e logo inicio uma corrida contra os minutos. Quando eu havia dormido tanto? Entro ao banheiro arrancando a roupa e me jogando em baixo da ducha. – Merda... Frio! – Me acostumo com a temperatura e novamente volto a maratona. Visto a minha roupa preta comum, composta de uma calça jeans, uma blusa e prendo o meu cabelo em um rabo de cavalo muito mal feito. Não sou feminina e daí? Aos poucos observando estar pronta, volto ao dormitório recolhendo aquilo que possivelmente será meus instrumentos de aulas e o itinerário dos meus horários. Após ter a absoluta certeza que não me esqueço de nada, abandono o dormitório me juntando a multidão de outros jovens que conversam entre si e outros que procuram os locais correspondentes a suas aulas.

Ao corredor entendo o porquê estive preocupada quando aquele agente viera me buscar no orfanato. Além de que a S.H.I.E.L.D é uma organização governamental sigiloso, especial, não me lembro de nenhuma outra descrição sobre esse lugar. Observo a porta escrito “Sala de Investigação”, passo levemente os meus olhos pelo itinerário e percebo que estou prestes a entrar no hangar certo. Giro a maçaneta e logo observo um homem parado a frente da mesa, lidando com uma flecha. Olho atrás e observo outros jovens se aproximando. Não querendo ser ultrapassada, atropelada, massacrada, entro ao local me encaminhando nervosamente até a cadeira mais próxima e sento-me. Clint se apresenta e logo entendo o porquê prefere ser chamado de Gavião, nome estranho. Investigação, o inicio de toda a minha história. Pretendo aprender o suficiente para sair desse lugar pronta á caçar os meus pais e descobrir o que houve realmente com eles. Assim que a aula se inicia logo busco um caderno de anotações, embora saiba que minha memória super avançada vai “guardar” cada informação que me for passada.  

O professor Gavião está mais um cômico do que para outra coisa, embora preciso admitir que o homem entende completamente sobre o assunto. Aos poucos comecei a tomar nota de tudo o que aquelas “instrumentadas” serviam. Além de preencher espaços vazios na mochila, fazer-nos duvidar o que se usa primeiro e quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Não sinto em nenhum momento o tédio se aproximando de mim, a aula é interessante e o professor, digamos um pouco excêntrico e nada convencional.  



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Re: Fabricai e oliver - primeira aula

Mensagem por Sattine Marshall em Seg Abr 21, 2014 4:08 pm


Cena do Crime.

Primeira aula...



 Era meu primeiro dia numa sede da S.H.I.E.L.D. Depois de ter sido recrutado por Maria Hill durante minha formatura na faculdade, eu tivera apenas o tempo necessário para despedir-me de minha família, e avisá-los de que estaria bem, em treinamento. Eu não sabia se tinha o estômago necessário para estar naquele lugar. De fato, segundo Hill as coisas seriam ainda mais difíceis para mim com os recrutas Hawks, já que eles eram treinados para a espionagem, e não investigação como os Atoms. Para alguém obrigado a usar luvas de ouro o tempo inteiro, discrição não era opção. Um disfarce de espionagem dificilmente daria certo, para mim. Tenso e com os olhos ardendo por causa do sono (eu estava dormindo quando um alto-falante me obrigou a levantar), caminhei arrastando os passos até o hangar de treinamento. Eu ainda não estava acostumado com o uniforme de recrutas da S.H.I.E.L.D. Aquele tecido azul escuro apertado e os coturnos pretos estavam acabando com os meus pés.
  Apressei-me pelos corredores, para acompanhar os passos dos outros recrutas. Alguns ali pareciam ter nascido para aquela função. Bufei mentalmente. A única razão para eu estar naquele local, era por ter sido chantageado por Hill. Esfreguei minhas luvas de ouro contra o uniforme, limpando as mãos nas coxas. Eu não estava suando, mas meus nervos estavam ressonando com as vibrações nervosas do meu cérebro. Finalmente divisei a porta para o hangar, que mais parecia um galpão, de tão alto que era o seu teto. Era repleto de utensílios para a preparação física, e materiais que poderiam ser qualquer coisa, para um leigo como eu. "O que diabos eu havia ido fazer naquele lugar?!" Nos aproximamos do centro do local, e reconheci ninguém menos que um dos Vingadores. Gavião Arqueiro. Todo mundo sabia sobre ele. Já havia sido um vilão, criminoso e assassino. Emburrei a cara. Era perfeito. Um hacker que passou anos tentando expor os podres da S.H.I.E.L.D., tendo que assistir as aulas de um dos meus alvos de críticas mais frequentes. Junto com Natasha Romanoff, Clint Barton era constantemente alfinetado em meu Blog. Pelo menos, quando ele ainda era ativo. Maria me obrigara a tirá-lo do ar, quando aceitei me "unir" à S.H.I.E.L.D. Nos fitando de cima, o que não era nenhuma novidade, Clint parou de mexer em uma de suas flechas, e levantou-se, aparentemente descontraído. Ao menos era o que sugeria sua expressão corporal. Quem estava tenso, era eu.

- Bem vindos à 1ª aula de investigação. Meu nome é Clint Barton, mas podem me chamar de Gavião. Não vou me estender muito, pois vocês tem uma extensa aula pela frente. Então, vamos começar. – ele caminhou até o centro do hangar, e pela primeira vez reparei na cena de crime falsa, ali gravada. Havia um contorno de corpo gravado no chão com giz, e várias evidências fakes, como uma garrafa quebrada e alguns fios de cabelo. Era fácil identificá-los, apesar da distância. Minha visão, olfato, tato e audição eram muito mais aguçados que os de meus colegas humanos. Afinal, eu era um mutante. Talvez isso contribuísse pra que eu não fosse um completo fiasco naquele treino.

  Sem muitos rodeios, Barton foi direto ao ponto. Primeiro, nos explicou a importância de utilizarmos os equipamentos de proteção. Não só para não contaminarmos a cena do crime, mas também para que nos protegêssemos do que pudesse estar ali, como doenças infecciosas e elementos químicos hostis. É claro que as expressões de linguagem e os rompantes que ele dava, estavam me enervando. Era um tanto estranho vê-lo daquele modo, como um cara normal. E não só um Vingador-Ex-Bandido. Além do mais, ele não era tão ruim. Até havia arrancado alguns sorrisos de alguns colegas meus. Eu estava apavorado demais para segui-los. No segundo tópico da aula, ele falou sobre como deveríamos nos mover em uma cena de crime. Confesso que esta parte deu-me calafrios. Eu era o infeliz mais descoordenado e desastrado que conhecia. Certamente, meus reflexos feéricos ajudariam para que eu não fizesse algo imbecil, mas mesmo assim, haviam seus riscos. É claro que Clint tinha um jeito excêntrico e muito louco de evidenciar a importância de cumprirmos as regras de movimentação da maneira certa. Mas desconfio que ele só estava querendo quebrar o gelo, deixar o clima mais favorável para nós. Andar em linha reta. Por que isso me parecia tão mais difícil do que o Gavião sugeria que era? De fato, eu acho que só com a prática nós poderíamos memorizar todos esses pontos. Depois, ficou claro que eu com certeza estava ferrado. Traçar um curso coeso ao redor das provas? Perto o suficiente, mas longe o bastante para não ter que passar por cima delas? Ok, eu estava ficando confuso. Aposto que não era o único, embora meus colegas estivessem disfarçando muito melhor que eu. Por fim, ele enfatizou a importância de não tocar em nada. Como se eu pudesse fazer isso, de todo o modo. O pensamento de transformar a cena de crime em ouro, me fez reprimir um sorriso. Eu não queria o melhor arqueiro do mundo pensando que eu estava debochando dele. Esperei que ele terminasse suas instruções, e começasse a finalmente nos dizer o que deveríamos fazer. Minhas orelhas élficas eriçaram-se, movendo levemente com a expectativa. Isso devia ser bem estranho para quem não estava habituado, mas considerando que o Gavião já trabalhara com o Hulk, minha aparência não deveria incomodá-lo muito.

- Ok... Vamos fazer isso. Você consegue. - sussurrei para mim mesmo, sentindo suor na testa. Clint terminou as instruções da aula prática, e logo uma pequena fila formou-se, para estudar a cena do crime. Uma garota de óculos e cabelos loiros ficou na minha frente. Ele parecia extremamente tranquila com aquela situação toda. Creepy. Olhando ao redor, quase guinchei de susto ao ver que havia me esquecido de me mover, e ir pro fim da fila. O que significava que eu era o segundo. Logo depois da nerd bonitinha. - Oh merda...

 A garota, Fabrícia era o seu nome, preparou-se rapidamente com luvas e os aparatos disponíveis numa mesinha próxima à cena do crime. Ela moveu-se cuidadosamente ao redor do local, mas tive a sensação de que ela estava agindo mecanicamente, como se meramente houvesse memorizado cada palavra que Barton dissera, como se fosse uma máquina. Mutante? Talvez. O fato é que ela não cometeu nenhum grande erro. Não que eu fosse um perito para julgar, mas certamente aquilo seria muito mais triste comigo. Eu não era tão destro quanto aquela garota. Nem fodendo. Gemi com o nervosismo aflorando. Era minha primeira aula, eu não devia exigir tanto de mim. Mas odiava ser ruim em algo. Então, simplesmente resolvi que faria o meu melhor, sem esperar pra ver o que ia rolar depois. Com a demora da menina, minha ansiedade só estava aumentando. Ela precisava mesmo tirar tantas fotos? O flash também não possui propriedades que contaminam obras de arte? Talvez contaminasse também as provas, se usado em excesso. Ou não? Fuck. Eu não fazia ideia. Logo a loira terminou o que estava fazendo, e ensacou as próprias luvas. Tive que rir. Se eu fizesse isso e retirasse as minhas, todo o resto viraria ouro. Eu também não precisava realizar essa parte da preparação. Eu sempre usava minhas luvas.

- Ok. Minha vez. - disse, num fio de voz. Adiantei-me para perto da cena do crime, ignorando os olhares dos meus colegas, e do Gavião. Estando à frente de todos, certamente eles perceberiam que minha aparência era diferente. Que se danem. Eu tinha que me concentrar naquela coisa...

 Primeiro, aproximei-me dos aparatos que estavam à minha disposição. Rapidamente, e com as mãos um pouco trêmulas, coloquei o bloquinho de papel no bolso traseiro do jeans, com a caneta presa no arame espiral que mantinha as folhinhas juntas. Então coloquei a câmera profissional no pescoço, com a alça negra que vinha atada a ela pinicando minha nuca. Eu já estava de luvas, então dispensei as que encontrei na mesinha. Depois, vesti a máscara protetora, pra que não tivesse chance de eu espirrar e mandar litros cúbicos de saliva em cima de tudo. Conhecendo meu azar, isso bem que poderia acontecer. Em seguida, apanhei as embalagens plásticas com vedação, a pinça, alguns frascos de vidro, e o restante dos aparatos, enfiando-os nos bolsos do traje. Por fim, preparei-me par analisar a cena do crime e  aproximei-me mais do cenário improvisado. Eu sabia que a partir daquele instante, eu teria que me virar, literalmente. Respirando fundo caminhei por um pequeno trecho, aproximando-me em linha reta da demarcação do corpo da vítima. Tirei algumas fotos, apenas o necessário para abranger toda a cena do crime, e me agachei próximo aos contornos do corpo. Com a pinça, toquei a garrafa estilhaçada, fazendo uma cara de nojo ao notar o sangue falso. Era nojento, mesmo que fosse tudo mentira. Puxando um dos frasquinhos de vidro, abri a pequena tampa, puxando o cotonete de algodão que era utilizado para recolher amostras de sangue, e outros fluidos. Gentilmente, esfreguei o cotonete contra a garrafa, guardando-o em seguida. Eu não havia apanhado nenhum recipiente grande o suficiente para guardar a provável cena do crime, então deixei-a onde a encontrei. Levantei-me, virando-me na direção de onde havia vindo. Em sentido reto, voltei para o início do cenário, olhando ao redor com meus sentidos aguçados. Eu pude notar que haviam fios de cabelo sobre uma blusa manchada de sangue, provenientes de mais de uma pessoa. Nem todos eram iguais. Possivelmente, pertenciam à vítima e seu atacante. Mas, minha função não era deduzir nada.
   Comecei a caminhar na direção dos mesmos, mas tropecei e quase cai de joelhos, arrastando o pé no chão polido. O barulho que se seguiu foi agudo e quase me matou de vergonha. Senti o sangue arder nas minhas bochechas, mas me recusei a voltar atrás. Todo mundo errava, caramba. Os risinhos dos outros não iam me incomodar. Aproximei-me da blusa, e tirei a pinça do bolso. Nervoso, deixei-a cair no chão e reprimi um palavrão. Catei a pinça de volta, e devagar, ergui a blusa diante do meu rosto e mirando-a com atenção. Colocando-a deitada um pouco mais estendida do que antes, fiquei livre para recolher os fios de cabelo, usando minha visão apurada para colocá-los separados por tipo, em dois frasquinhos diferentes. Depois, puxei a blusa com a pinça novamente e a coloquei dentro de uma sacolinha de plástico, vedando-a em seguida. Levantei-me com rigidez, respirando de maneira controlada para não acabar fazendo besteira de novo. Andando em linha reta, continuei afastando-me do local onde a blusa estivera, e mais a frente notei um papel amassado sobre uma bancada, com aparência envelhecida e gasta, como se alguém o tivesse segurado com mãos suadas. Havia algo escrito ali, mas não me interessava lê-lo. Apenas o "pesquei" com a pinça, e o enfiei em um pacotinho, fechando-o também. Em seguida, ergui-me com os músculos tensos e olhei ao redor. Não havia mais ninguém rindo. Provavelmente, Gavião havia pedido silêncio. Finalizando minha análise, caminhei em linha reta formando um semicírculo ao redor do corpo. Fotografei os objetos espalhados pelo local, e desliguei a câmera. Não havia sido tão ruim. Dando meia-volta sobre meus pés, voltei por onde havia vindo, desta vez sem nenhum tropeção. Depositei todo o material coletado sobre a bancada, ao lado das ferramentas de análise. Considerando minha tendência natural ao desastre, não havia sido tão ruim. Esfregando as mãos, afastei-me da cena falsa, para que os outros pudessem realizar as próprias investigações. Fiquei ao lado de Fabrícia enquanto os outros também praticavam, e esperei pelos comentários e liberação de Barton. Com o estômago ainda tenso, retirei-me do local assim que autorizado a isso.


STATUS: "No ninho do Gavião..."

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Fabricai e oliver - primeira aula

Mensagem por Sattine Marshall em Qua Abr 23, 2014 1:14 pm

Cena do Crime.

Primeira aula...




Era meu primeiro dia numa sede da S.H.I.E.L.D. Depois de ter sido recrutado por Maria Hill durante minha formatura na faculdade, eu tivera apenas o tempo necessário para despedir-me de minha família, e avisá-los de que estaria bem, em treinamento. Eu não sabia se tinha o estômago necessário para estar naquele lugar. De fato, segundo Hill as coisas seriam ainda mais difíceis para mim com os recrutas Hawks, já que eles eram treinados para a espionagem, e não investigação como os Atoms. Para alguém obrigado a usar luvas de ouro o tempo inteiro, discrição não era opção. Um disfarce de espionagem dificilmente daria certo, para mim. Tenso e com os olhos ardendo por causa do sono (eu estava dormindo quando um alto-falante me obrigou a levantar), caminhei arrastando os passos até o hangar de treinamento. Eu ainda não estava acostumado com o uniforme de recrutas da S.H.I.E.L.D. Aquele tecido azul escuro apertado e os coturnos pretos estavam acabando com os meus pés.
Apressei-me pelos corredores, para acompanhar os passos dos outros recrutas. Alguns ali pareciam ter nascido para aquela função. Bufei mentalmente. A única razão para eu estar naquele local, era por ter sido chantageado por Hill. Esfreguei minhas luvas de ouro contra o uniforme, limpando as mãos nas coxas. Eu não estava suando, mas meus nervos estavam ressonando com as vibrações nervosas do meu cérebro. Finalmente divisei a porta para o hangar, que mais parecia um galpão, de tão alto que era o seu teto. Era repleto de utensílios para a preparação física, e materiais que poderiam ser qualquer coisa, para um leigo como eu. "O que diabos eu havia ido fazer naquele lugar?!" Nos aproximamos do centro do local, e reconheci ninguém menos que um dos Vingadores. Gavião Arqueiro. Todo mundo sabia sobre ele. Já havia sido um vilão, criminoso e assassino. Emburrei a cara. Era perfeito. Um hacker que passou anos tentando expor os podres da S.H.I.E.L.D., tendo que assistir as aulas de um dos meus alvos de críticas mais frequentes. Junto com Natasha Romanoff, Clint Barton era constantemente alfinetado em meu Blog. Pelo menos, quando ele ainda era ativo. Maria me obrigara a tirá-lo do ar, quando aceitei me "unir" à S.H.I.E.L.D. Nos fitando de cima, o que não era nenhuma novidade, Clint parou de mexer em uma de suas flechas, e levantou-se, aparentemente descontraído. Ao menos era o que sugeria sua expressão corporal. Quem estava tenso, era eu.

- Bem vindos à 1ª aula de investigação. Meu nome é Clint Barton, mas podem me chamar de Gavião. Não vou me estender muito, pois vocês tem uma extensa aula pela frente. Então, vamos começar. – ele caminhou até o centro do hangar, e pela primeira vez reparei na cena de crime falsa, ali gravada. Havia um contorno de corpo gravado no chão com giz, e várias evidências fakes, como uma garrafa quebrada e alguns fios de cabelo. Era fácil identificá-los, apesar da distância. Minha visão, olfato, tato e audição eram muito mais aguçados que os de meus colegas humanos. Afinal, eu era um mutante. Talvez isso contribuísse pra que eu não fosse um completo fiasco naquele treino.

Sem muitos rodeios, Barton foi direto ao ponto. Primeiro, nos explicou a importância de utilizarmos os equipamentos de proteção. Não só para não contaminarmos a cena do crime, mas também para que nos protegêssemos do que pudesse estar ali, como doenças infecciosas e elementos químicos hostis. É claro que as expressões de linguagem e os rompantes que ele dava, estavam me enervando. Era um tanto estranho vê-lo daquele modo, como um cara normal. E não só um Vingador-Ex-Bandido. Além do mais, ele não era tão ruim. Até havia arrancado alguns sorrisos de alguns colegas meus. Eu estava apavorado demais para segui-los. No segundo tópico da aula, ele falou sobre como deveríamos nos mover em uma cena de crime. Confesso que esta parte deu-me calafrios. Eu era o infeliz mais descoordenado e desastrado que conhecia. Certamente, meus reflexos feéricos ajudariam para que eu não fizesse algo imbecil, mas mesmo assim, haviam seus riscos. É claro que Clint tinha um jeito excêntrico e muito louco de evidenciar a importância de cumprirmos as regras de movimentação da maneira certa. Mas desconfio que ele só estava querendo quebrar o gelo, deixar o clima mais favorável para nós. Andar em linha reta. Por que isso me parecia tão mais difícil do que o Gavião sugeria que era? De fato, eu acho que só com a prática nós poderíamos memorizar todos esses pontos. Depois, ficou claro que eu com certeza estava ferrado. Traçar um curso coeso ao redor das provas? Perto o suficiente, mas longe o bastante para não ter que passar por cima delas? Ok, eu estava ficando confuso. Aposto que não era o único, embora meus colegas estivessem disfarçando muito melhor que eu. Por fim, ele enfatizou a importância de não tocar em nada. Como se eu pudesse fazer isso, de todo o modo. O pensamento de transformar a cena de crime em ouro, me fez reprimir um sorriso. Eu não queria o melhor arqueiro do mundo pensando que eu estava debochando dele. Esperei que ele terminasse suas instruções, e começasse a finalmente nos dizer o que deveríamos fazer. Minhas orelhas élficas eriçaram-se, movendo levemente com a expectativa. Isso devia ser bem estranho para quem não estava habituado, mas considerando que o Gavião já trabalhara com o Hulk, minha aparência não deveria incomodá-lo muito.

- Ok... Vamos fazer isso. Você consegue. - sussurrei para mim mesmo, sentindo suor na testa. Clint terminou as instruções da aula prática, e logo uma pequena fila formou-se, para estudar a cena do crime. Uma garota de óculos e cabelos loiros ficou na minha frente. Ele parecia extremamente tranquila com aquela situação toda. Creepy. Olhando ao redor, quase guinchei de susto ao ver que havia me esquecido de me mover, e ir pro fim da fila. O que significava que eu era o segundo. Logo depois da nerd bonitinha. - Oh merda...

A garota, Fabrícia era o seu nome, preparou-se rapidamente com luvas e os aparatos disponíveis numa mesinha próxima à cena do crime. Ela moveu-se cuidadosamente ao redor do local, mas tive a sensação de que ela estava agindo mecanicamente, como se meramente houvesse memorizado cada palavra que Barton dissera, como se fosse uma máquina. Mutante? Talvez. O fato é que ela não cometeu nenhum grande erro. Não que eu fosse um perito para julgar, mas certamente aquilo seria muito mais triste comigo. Eu não era tão destro quanto aquela garota. Nem fodendo. Gemi com o nervosismo aflorando. Era minha primeira aula, eu não devia exigir tanto de mim. Mas odiava ser ruim em algo. Então, simplesmente resolvi que faria o meu melhor, sem esperar pra ver o que ia rolar depois. Com a demora da menina, minha ansiedade só estava aumentando. Ela precisava mesmo tirar tantas fotos? O flash também não possui propriedades que contaminam obras de arte? Talvez contaminasse também as provas, se usado em excesso. Ou não? Fuck. Eu não fazia ideia. Logo a loira terminou o que estava fazendo, e ensacou as próprias luvas. Tive que rir. Se eu fizesse isso e retirasse as minhas, todo o resto viraria ouro. Eu também não precisava realizar essa parte da preparação. Eu sempre usava minhas luvas.

- Ok. Minha vez. - disse, num fio de voz. Adiantei-me para perto da cena do crime, ignorando os olhares dos meus colegas, e do Gavião. Estando à frente de todos, certamente eles perceberiam que minha aparência era diferente. Que se danem. Eu tinha que me concentrar naquela coisa...

Primeiro, aproximei-me dos aparatos que estavam à minha disposição. Rapidamente, e com as mãos um pouco trêmulas, coloquei o bloquinho de papel no bolso traseiro do jeans, com a caneta presa no arame espiral que mantinha as folhinhas juntas. Então coloquei a câmera profissional no pescoço, com a alça negra que vinha atada a ela pinicando minha nuca. Eu já estava de luvas, então dispensei as que encontrei na mesinha. Depois, vesti a máscara protetora, pra que não tivesse chance de eu espirrar e mandar litros cúbicos de saliva em cima de tudo. Conhecendo meu azar, isso bem que poderia acontecer. Em seguida, apanhei as embalagens plásticas com vedação, a pinça, alguns frascos de vidro, e o restante dos aparatos, enfiando-os nos bolsos do traje. Por fim, preparei-me par analisar a cena do crime e aproximei-me mais do cenário improvisado. Eu sabia que a partir daquele instante, eu teria que me virar, literalmente. Respirando fundo caminhei por um pequeno trecho, aproximando-me em linha reta da demarcação do corpo da vítima. Tirei algumas fotos, apenas o necessário para abranger toda a cena do crime, e me agachei próximo aos contornos do corpo. Com a pinça, toquei a garrafa estilhaçada, fazendo uma cara de nojo ao notar o sangue falso. Era nojento, mesmo que fosse tudo mentira. Puxando um dos frasquinhos de vidro, abri a pequena tampa, puxando o cotonete de algodão que era utilizado para recolher amostras de sangue, e outros fluidos. Gentilmente, esfreguei o cotonete contra a garrafa, guardando-o em seguida. Eu não havia apanhado nenhum recipiente grande o suficiente para guardar a provável cena do crime, então deixei-a onde a encontrei. Levantei-me, virando-me na direção de onde havia vindo. Em sentido reto, voltei para o início do cenário, olhando ao redor com meus sentidos aguçados. Eu pude notar que haviam fios de cabelo sobre uma blusa manchada de sangue, provenientes de mais de uma pessoa. Nem todos eram iguais. Possivelmente, pertenciam à vítima e seu atacante. Mas, minha função não era deduzir nada.
Comecei a caminhar na direção dos mesmos, mas tropecei e quase cai de joelhos, arrastando o pé no chão polido. O barulho que se seguiu foi agudo e quase me matou de vergonha. Senti o sangue arder nas minhas bochechas, mas me recusei a voltar atrás. Todo mundo errava, caramba. Os risinhos dos outros não iam me incomodar. Aproximei-me da blusa, e tirei a pinça do bolso. Nervoso, deixei-a cair no chão e reprimi um palavrão. Catei a pinça de volta, e devagar, ergui a blusa diante do meu rosto e mirando-a com atenção. Colocando-a deitada um pouco mais estendida do que antes, fiquei livre para recolher os fios de cabelo, usando minha visão apurada para colocá-los separados por tipo, em dois frasquinhos diferentes. Depois, puxei a blusa com a pinça novamente e a coloquei dentro de uma sacolinha de plástico, vedando-a em seguida. Levantei-me com rigidez, respirando de maneira controlada para não acabar fazendo besteira de novo. Andando em linha reta, continuei afastando-me do local onde a blusa estivera, e mais a frente notei um papel amassado sobre uma bancada, com aparência envelhecida e gasta, como se alguém o tivesse segurado com mãos suadas. Havia algo escrito ali, mas não me interessava lê-lo. Apenas o "pesquei" com a pinça, e o enfiei em um pacotinho, fechando-o também. Em seguida, ergui-me com os músculos tensos e olhei ao redor. Não havia mais ninguém rindo. Provavelmente, Gavião havia pedido silêncio. Finalizando minha análise, caminhei em linha reta formando um semicírculo ao redor do corpo. Fotografei os objetos espalhados pelo local, e desliguei a câmera. Não havia sido tão ruim. Dando meia-volta sobre meus pés, voltei por onde havia vindo, desta vez sem nenhum tropeção. Depositei todo o material coletado sobre a bancada, ao lado das ferramentas de análise. Considerando minha tendência natural ao desastre, não havia sido tão ruim. Esfregando as mãos, afastei-me da cena falsa, para que os outros pudessem realizar as próprias investigações. Fiquei ao lado de Fabrícia enquanto os outros também praticavam, e esperei pelos comentários e liberação de Barton. Com o estômago ainda tenso, retirei-me do local assim que autorizado a isso.


OBS: A mensagem foi reenviada à pedido de Nick Fury.



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Re: Fabricai e oliver - primeira aula

Mensagem por Nick Fury em Seg Abr 28, 2014 4:41 pm

Oliver - 48 pontos. Ótimo post. Muito detalhado, criativo. Mostrou ter se empenhado bastante. Perde -2 pontos pela insegurança do personagem, mostrado pelo fato de ter deixado cair a pinça. Mas fora isso, excelente postarem.
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Re: Fabricai e oliver - primeira aula

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