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Aula 4º - Elizabeth Bathory

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Aula 4º - Elizabeth Bathory

Mensagem por Elizabeth R. Bathory em Ter Dez 09, 2014 7:51 pm


Quarta aula de defesa mental.

A última aula, sua última chance de provar que realmente tinha sido uma boa aluna, que tinha prestado atenção que deveria e que tinha aprendido. Nos últimos dias Elizabeth tinha praticado bastante sua meditação, procurado de conhecer melhor a fim de se preparar para aquela aula, mas não sabia se tinha realmente atingido seus objetivos.
Naquela tarde, quando entrou na sala, a menina suspirou ao encontrar todas as cadeiras já afastadas e alguns poucos alunos, além da professora. Seu coração bateu rápido e ela buscou os olhos negros, e calmos, de Mary. – Me deseje sorte. – Murmurou para sua amiga, que apenas lhe deu como resposta um calmo sorriso.

Lizzie foi para o fundo da sala em passos lentos. Sentou-se no chão com as pernas cruzadas como Buda e respirou fundo, fechando os olhos para se concentrar na voz da professora. Era estranho saber que a mulher estava dentro de sua mente, estranho saber que ela podia simplesmente brincar com tudo que Lizzie conhecia. E mesmo depois de tantas aulas, aquilo ainda era desconfortável.
Levou um tempo até que a loira conseguisse calar sua mente, esvaziando-a de forma a torna-la uma grande sala branca. Nesse momento, viu o cenário se formando, como sempre acontecia quando Psylocke estava em suas lembranças. Dentro de sua mente, a historia voltava, como um filme lento e... Agonizante.

“ As paredes brancas foram tomando cor e forma. Antes que pudesse ao menos protestar, Elizabeth se via numa das salas de sua antiga escola, sentada ao fundo. A sua frente a velha senhora Anna explicava qualquer coisa inútil sobre matemática. Ao seu redor haviam alunos. Aqueles que estavam na frente copiavam a matéria, no meio tinham algumas pessoas simplesmente indiferentes e no canto oposto da sala um grande grupo de meninas que riam alto enquanto pintavam a unha de um tom neon de rosa.

Lizzie negou com a cabeça e abaixou o olhar para a sua mesa, onde palavras como ‘monstro’ e ‘aberração’ tinham sido rabiscadas com caneta vermelha. Seus dedos correram as letras garrafais lentamente, ela viu uma lágrima explodir contra a madeira clara e se negou a acreditar que estivesse chorando.

Por um longo momento, ela apenas ficou ali, chorando e sentindo pena de si mesmo. Olhando enquanto as outras garotas diziam coisas maldosas, enquanto arremessavam diversos objetos em sua amada Mary... Foi nesse momento em que a loira mordeu o lábio inferior e respirou fundo. Ela se levantou, batendo as duas mãos na mesa com força. – NÃO! – Gritou, com todo o ar que ainda lhe restava nos pulmões.

Aquilo era uma lembrança retorcida, não tinha acontecido daquela forma e ela sabia. Naquele momento Elizabeth juntou todas suas formas para mudar a cena, porque ela sabia que aquilo era Psylocke brincando de bagunçar a sua mente... Precisou de concentração, muita, mas ela estava conseguindo. O cenário ainda era o mesmo, as meninas ainda estavam lá, sendo idiotas e malvadas, mas Lizzie estava diferente. Ela caminhou até as garotas e bateu as duas mãos sobre a mesa vazia a frente delas, fazendo com que todos olharem se voltassem para si. – Eu não vou permitir que você continuem sendo tão ridiculamente irritantes. – Murmurou, enquanto colocava as mãos para trás, buscando a arma que sabia que deveria estar ali.

Por um momento Elizabeth se questionava se aquilo realmente seria o correto a se fazer. Ao lembrar-se da professora em sua mente, na necessidade de expulsá-la dali suas duvidas desapareceram. Lizzie tirou a arma das costas e apontou para a testa de uma das cinco garotas, sorrindo. – Você já pediu perdão a Deus? – Sussurrou como um anjo, antes de simplesmente puxar o gatilho... A cena não foi das melhores. A cabeça da garota explodiu com o tiro a queima roupa, fazendo sangue e pele espirrarem em todas as direções e um corpo sem vida cair com um baque suave no chão que, momentos antes, era branco.

Elizabeth deduziu que aquilo tinha sido suficiente quando viu o cenário se desfazendo a sua frente, voltando a ser aquela sala vazia de momentos antes. Concluiu que a primeira parte de seu teste tinha terminado e que agora iria começar a projeção astral. Quando tudo ganhou forma novamente havia uma grande sala medieval a sua volta. As paredes tinham bonitas pinturas de arcanjos, os lustres eram grandiosos, de cristal. As pilastras eram douradas, com gesso corando-as em formas de bonitas e delicadas flores. Aquilo tudo fez Lizzie sorrir, até que a sala ficou escura e na parte mais distante dela, Elizabeth viu Athor, seu amado, amarrado a um grosso tronco. Entre ela e seu amor, surgia Psylocke em trajes de combate.

Lizzie esticou a mão na direção de Athor, os olhos aflitos quando viu um homem grande, completamente de preto, se aproximando para chicotear as costas nuas de seu namorado. Elizabeth olhou para sua professora, um misto de dor e raiva. As lágrimas molhavam suas bochechas num fluxo constante e a pequena caiu de joelhos no chão, abraçando o próprio corpo num tipo profundo e muito particular de dor e desespero. – Não. – Sussurrou, se esforçando para falar entre os soluços. – Por favor, ele não. Não o machuque, por favor. – Implorou. ”


A dor daquele momento foi tão profunda que Elizabeth abriu os olhos, chorando como uma criança e abraçou o próprio corpo. – Você não entende. – Murmurou para o vazio. Ela sabia que a professora estava ouvindo, mesmo que já não estivesse em sua mente, mesmo que Lizzie tivesse aberto os olhos e perdido toda a concentração. – Eu sei que não é por mal que está fazendo isso, sei que quer me preparar para os futuros inimigos. Mas você não entende... Ele é tudo na minha vida, é tudo que tenho, tudo que restou. É a única pessoa que me ama, a única que não tem medo de mim. – Suas palavras eram baixas, sempre interrompidas pelos soluços frequentes.

Lizzie sentia Mary lhe abraçando e ouvia, em algum lugar de sua mente, a voz se sua professora. “Acalma-se senhorita Bathory. Eu irei diminuir a atividade, mas se acalme.” Aquela voz tinha algo de muito materno, muito carinhoso. A loira firmou com a cabeça, por um momento acreditou que a professora soubesse exatamente como era ter aquilo que mais se ama usado contra você. Por alguns momentos Elizabeth permaneceu lá, quieta enquanto as lágrimas teimavam em cair, lutando contra toda a saudade que sentia.

Quando ela finalmente conseguiu se acalmar, voltou a fechar os olhos e respirar fundo, delicadamente. Seu coração batia fora do ritmo e isso tornava a concentração mais de difícil, mas com certo esforço ela conseguiu voltar para a sala branca dentro de sua mente.

“ A sala branca tomou forma outra vez e voltou a ser a sala dourada em que estava antes. Athor ainda estava preso num canto e entre Lizzie e seu amado ainda tinha sua professora com um traje ameaçador, mas dessa vez nada parecia fazer mal a Athor, o que deixou Elizabeth consideravelmente mais calma.

Liz olhou para a professora e deu os ombros, esperando algo. – Não vou machuca-lo, você só tem que passar por mim e chegar nele. Depois, podem ir embora juntos. – A voz de Psylocke era suave apesar da katana que a professora tinha em punhos. – Obrigada. – Lizzie sussurrou e sorriu. Afastou-se alguns passos, procurando algo que pudesse usar como arma. Finalmente viu Mary parada num canto, sorrindo como um anjinho e empunhando uma massa que obviamente era pesada demais para seu corpo frágil. Lizzie sorriu e correu até a amiga. Quando pegou a arma, precisou de um momento para avaliar. Seu cabo era de madeira boa e resistente. Entre o cabo e a massa propriamente dita havia uma corrente de metal, muito forte, embora não longa demais. A massa em si era do tamanho de uma bola de futsal, de metal maciço, cheia de ‘spikes’ do mesmo material.

Elizabeth caminhou para frente de sua professora, embora ainda mantivesse uma distancia segura enquanto testava o peso da massa. Elas se olharam enquanto Mary contava até três para a luta de fato começar... Uma ficou esperando a outra avançar e por um minuto não aconteceu absolutamente nada. Lizzie resolveu agir, dando passos cautelosos para frente enquanto girava a massa. Quando achou que estava próxima o suficiente, ela lançou o braço para frente, fazendo a corrente se esticar e por pouco a massa não atingiu Psylocke.

Mas era claro que a professora tinha previsto a intenção da menina, até um cego teria o feito. A mulher simplesmente deu um passo para o lado, evitando a massa e avançou na direção de Lizzie, que ficou surpresa e completamente sem reação. Elizabeth puxou a massa de volta, esticando-a na frente de seu rosto, supondo que a corrente fosse lhe proteger da afiada katana. Mas ela estava errada, pois o alvo de sua professora era seu braço esquerdo e não seu rosto.

Lizzie sentiu a dor e o sangue quente lhe escorrendo pelo braço onde a Katana lhe beijará a pele. Okay, havia errado completamente na escolha das armas, mas ainda tinha uma ultima carta na manga. Elizabeth se afastou, parecia ofendida com aquele golpe. Se afastou bastante e ignorou Mary, que se agitava no canto na sala. Quando a distancia era suficiente, a loira correu na direção da professora com o braço direito, onde segurava a massa, para baixo e sua arma a centímetros do chão. Parecia que Elizabeth iria jogar a massa contra o rosto de sua professora novamente, mas a loira simplesmente deu a volta e jogou a arma contra as costas da mulher, enquanto continuava correndo. – AGORA! – Gritou para Mary.

Enquanto Psylocke se desviava da massa pesada, Mary jogava dois garfos de kung fu para Lizzie, que os pegou rapidamente e voltou-se para sua professora, jogando-o um deles na direção da perna dela e outro na direção de seu braço direito... O primeiro foi facilmente vencido por Psylocke, mas o segundo passou por seu braço, lhe fazendo um corte profundo antes de se cravar na parede.
Lizzie caminhou até a professora, sorrindo de canto. – É sua mão de apoio, então chega. Eu só quero ir embora com meu namorado. – Murmurou, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans. Quando a professora afirmou com a cabeça, Elizabeth correu até seu namorado e lhe soltou. Abraçou seu corpo com força e finalmente, saiu da sala dourada.”


Quando abriu os olhos novamente, Elizabeth se sentia exausta e vazia. Sentia falta de Athor, tanto que chegava a doer. Por um momento, a loira respirou fundo, jogando o corpo contra o chão gelado e subindo os dedos até a chave em seu colar. Fechava a mão em volta do colar enquanto mordia o lábio inferior e desejava, mais do que tudo, ver seu amado.

Lizzie se levantou e caminhou até a professora, se ajoelhando na frente da mesma, que ainda estava sentada. – Obrigada, por tudo. Você me ensinou muito mais do que concentração ou defesa. Eu sempre soube, mas você me lembrou o que realmente importa. – A loira sorriu e se levantou. Saiu correndo da sala, acompanhada por Mary.

Naquele momento, poucas coisas importavam para Elizabeth. Era claro que queria uma boa nota, era claro que queria se formar. Mas queria, mais do que qualquer coisa na vida, abraçar a única pessoa que era capaz de amar. Abraçar aquele que realmente importava. Abraçar seu pequeno, mas perfeito, pedaço do ‘felizes para sempre’.

♦ The White Swan ♦ @ CG


Off:As ações entre aspas e itálico apenas aconteceram na mente da Lizzie. Caso as armas não tenham ficado muito claras, porque a of é lesa, essa é a massa e esse os garfos.

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