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Primeira aula de lábia - Clover Westbrooke

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Primeira aula de lábia - Clover Westbrooke

Mensagem por Clover Westbrooke em Sab Nov 22, 2014 6:58 pm





fierce, like a purr!

Reclinou-se por sobre a poltrona aveludada, antecedendo de passos cálidos provindos do arco de entrada. A saleta mantinha-se parcialmente preenchida com poucos alunos acomodados em seu interior. Tanto acanhando, prontificava-se a observar tudo ao seu redor, tomando entalhes da cena que ocorria ali. Novato, não portava conhecimento necessário acerca do mundo mutante no qual estaria inserido. Ao menos teria chances de obter informações quais julgaria necessárias para manter sua sobrevivência e edificação em qualquer posto que eventualmente optasse por tomar. Por este e outros motivos, fazia-se presente ali, ocupando o cargo de ouvinte e estudante de mais uma instrução ministrada pelo excelentíssimo Sebastian Shaw.

Afundou o corpo franzino no acolchoado, fisgando do interior de suas vestes um par de objetos educativos; um bloco de notas maleável o suficiente para ser resguardado novamente para dentro do seu bolso quando fosse preciso e uma caneta cuja tinta em seu interior era de coloração enegrecida - sua cor preferida. Quanto as vestimentas, o look escolhido beirava o casual e o moderno. De fato, não poderia aparecer ali de qualquer jeito e por tal enfiara-se em uma calça jeans escura e uma camisa pólo xadrez bicolor, variando entre o branco e o vermelho. Os coturnos surrados ainda se faziam presentes, protegendo seus pés.

Não tardou para que o instrutor adentrasse a saleta e divagasse sobre o tema inicial da aula; o potencial subversivo, ou, de praxe, a capacidade de intuir sua vontade sobre terceiros por intermédio da cacofonia. Muito interessante, o moreno julgou, aninhando o polegar contra o bloco e o abrindo ligeiramente em uma página esbranquiçada qualquer, tomando nota sobre as explicações do homem de aspecto ranzinza. Clover, como um bom aprendiz, transferia toda a sua atenção para o centro do cômodo, guardando as informações necessária tanto em seu bloco quanto em sua mente. Elas poderiam lhe ser úteis futuramente, e sabia disto.

Ergueu uma sobrancelha após todo o enunciado e os esclarecimentos do instrutor à cerca da lábia. Pareciam que, naquele término, teriam um teste no qual deveriam aplicar todo o conhecimento adquirido em quesitos mínimos. Um suspiro aliviado partiu de seus lábios rubros ao entender que ao menos o exercício seria transcrito. — Muito bem... — remexeu os ombros, aparando a haste da caneta próxima ao queixo, adotando uma postura pensativa. Tratava de raciocinar sobre a primeira questão. (1: Você deve iniciar uma conversa para convencer alguém independente de qualquer situação?) "Sim...", eriçou a tinta pela folha, justificando a resposta. "A comunicação se faz precisa para qualquer tipo de proposta que o mensageiro queria apresentar. Um diálogo bem estruturado e fluente auxilia bastante para atingir seu objetivo. Caso queria, deve-se começar um discurso com o indivíduo, dominando a situação, seja lá qual for."

Primeiro passo dado. Resfolegou mais um pouco, mirando a próxima questão, altamente concentrado. (2: Ao gaguejar durante uma conversa o que significa isso para quem está ouvindo?) "Insegurança, falta de convicção ou dúvida. No geral, a mensagem a ser transmitida é ignorada ou não é levada a sério. O assunto mingua e raramente se obtém resultados." Até que fora fácil, confirmou em pensamento, analisando o gabarito. Não tinha muito o que divagar. Por sorte, aprendia rápido e ao seus olhos, todas as questões presentes não apresentariam grandes dificuldades mediante seu intelecto comumente avançado. Talvez, a mutação também o ajudasse no raciocínio lógico e na formulação das palavras.

A questão conseguinte da atividade manual tratava-se de uma questão de análise; afirmativa ou não, ao lê-la, já possuía seu veredicto sobre. (3: Não permita que a pessoa lhe contra argumente. Essa afirmação é verdadeira ou falsa. Explique porque.) "Falsa. A contra-argumentação pode vir a significar certo interesse do ouvinte sobre o que está sendo discutido e o total entendimento entre emissor e receptor; além de que, a contra-argumentação abre brechas para que se possa induzir o indivíduo a concordar com o que se quer, apenas transmutando pequenos fatos, como uma leve manipulação." Ergueu os olhares vítreos, tentando perscrutar se os demais colegas no âmbito estariam tendo a mesma facilidade no exercício. Permanecia com a expressão angulosa, como se estivesse avaliando não a si, como a todos à sua volta, incessantemente.

Logo após, arfou, voltando-se para o último quesito. (4: Façam um discurso em 15 linhas me convencendo de que merecem tirar nota máxima nesse exercício.) "Creio que meu empenho e dedicação possam vir a ser argumentos suficientes para alcançar a nota extravagante do questionário..." iniciou o discurso, abarrotado de clichês. Ao menos, sua resposta seria verdadeira, julgou, incrementando ali tudo o que possivelmente teria aprendido na seção anterior com o mestre da matéria. "Mesmo que possa não parecer, costumo impor a finco toda a minha habilidade e competência em tudo que realizo e neste inquisitório, não fora diferente. Confesso que não domino com maestria o assunto da instrução em questão, e minha barganha é por muito, falha - pela lógica, prefiro agir a dialogar - mas digamos que, se necessário, uma troca de favores pode vir a ser plausível. Te desafio a tratar da proposta sem ter de ficar tão encabulado quanto e, no mais, poderíamos trocar experiências práticas e proveitosas. A nota elevada, caso me fosse presenteada, serviria de demonstração que estou no rumo certo, o que seria uma grande felicitação para a minha pessoa. Entretanto, creio que todo esse relato seja visto de uma maneira não muito congruente; estou implementando por intermédio de palavras escritas, sem gestos, expressões ou anomalias vocais que pudessem denunciar ou não minha convicção sobre o que estou falando. Posso contar apenas com a certeza de que você, por definição, possui maior grau de experiência, possa me avaliar de maneira correta e da qual julgar melhor."

Estufou o peito, cheio de si, entregue ao júbilo por ter gostado do seu trabalho. Releu a cartilha diversas vezes, rabiscando algumas partes e complementando com pensamentos aleatórios e, quando se viu satisfeito, ergueu-se de seu assento, entregando o projeto àquele que seria seu guardião enquanto estivesse sob proteção da instituição. Maneou a cabeça, congratulando-o pela aula prazerosa e sem rodeios, partiu porta à fora, ajeitando o colarinho da blusa e ocultando seus pertences nos bolsos dianteiros da calça.

thanks juuub's @ cp!  

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