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Aula 4º - Mrs. Rossets

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Aula 4º - Mrs. Rossets

Mensagem por Mr. Rossets em Qua Out 29, 2014 12:47 am

QUARTA AULA

Abri os olhos, estava deitado de barriga para cima, vi o ventilador girando (em quarto de iniciante não tinha ar-condicionado), afinal, Westchester não fazia calor mesmo, mas acordei 5 minutos antes do despertador disparar, os colegas do quarto ainda curtiam aquele sono cansado da última aula. Normalmente, eu era o último a acordar, mas este dia estava ansioso, mais ainda do que nos dias anteriores, mesmo porque era a última aula, o grande dia, o último passo para a “formatura”, e, sabendo que se eu passar desta fase, terei angariado o conhecimento necessário para dar seguimento à minha vida...  procurar meu destino, seja lá qual fosse.

Quando o despertador tocou eu já havia escovado os dentes, tomado banho e escolhia minha roupa para o dia de hoje, lembrei que no dia anterior o recado na sala de aula designando a hora, o local e o tipo de roupa que teria de vestir. Certamente eram roupas leves, novamente vesti jeans e camiseta preta com manga longa, sem estampa, porque a aula seria realizada novamente na Sala de Perigo: “Yes”, pensei comigo, “mais um dia de ação, hein?”, passei a língua entre os lábios como quem espreita que algo muito louco poderia acontecer.

Almocei pouco, relaxei após o rango ao lado de fora da mansão no Jardim. Procurei não conversar muito hoje. Estava num dia mais pensativo que os anteriores. Chegada a hora. Comecei a ir novamente à sala de perigo. Já era a segunda vez que ia até àquele local, mas ainda não consegui conter minha empolgação em ver toda a tecnologia dos artefatos de defesa que guarneciam a mansão. Ao chegar na Sala de Perigo, o Professor já nos aguardava: “O careca não atrasou” - pensei comigo. Ainda bem, eu também não e, assim que os demais chegaram, ele começou a passar as primeiras orientações de como seria este teste definitivo. No início, trouxe, como sempre seus ensinamentos sobre física, algo sobre movimento, temperatura e gravidade. Na última aula, inclusive, contou muito os conhecimentos obtidos na aula teórica. Como ele mesmo disse, nesta não seria diferente e a gravidade foi tocada mais uma vez no assunto, o que já começou a me deixar de cabelos em pé: “Esse negócio de mexer com gravidade não é legal” - critiquei mentalmente.

Finalizada a parte teórica, Charles apresentou o objetivo, tínhamos, individualmente, que vencer um adversário. Essa é a parte boa. A ruim eram as variáveis: lutar com gravidade três vezes maior e com temperatura de 10 graus célsius. Pô, pensando bem, o frio não atrapalharia tanto, mas gravidade elevada a 3, isso sim era de causar espanto. Era como se eu sentisse meu peso três vezes maior. Isso dificultaria a utilização de movimentos de esquiva. Por outro lado, as habilidades naturais com fogo poderiam ser melhor utilizadas, devido à facilidade da propagação do fogo. Outro fato que me anima muito era a possibilidade de utilizar minha habilidade mais complexa: a Auracinese.

Eu não fui o primeiro a começar, tive de aguardar, pelo menos, uma hora pela minha vez. A dúvida que ainda permanecia era sobre o adversário. Seria uma sentinela? De novo? “Huuum... acho que tem coisa estranha por aí” - refleti. Enquanto ficava pensando na forma de utilizar meus poderes nestas circunstâncias materiais e imateriais, ouvi meu nome sendo chamado. Agora é hora.

Entrei na sala e me dirigi até o centro. Ao chegar lá ouvi do Professor:

- Quando quiser Rossets.

Respirei fundo, olhei para baixo, respirei mais uma vez, fechei os olhos por 2 segundos, ao abrir falei em alto e bom tom:

- Manda bala Professor!

Então, novamente, aquele barulho começou de novo, mas dessa vez era um tom mais grave, de metal girando, muita fumaça, por todo canto. Logo a temperatura caiu, involuntariamente fechei as mãos, me concentrei e esperei a surpresa aparecer. Fiquei por dois minutos ali. Tenso. Suando frio. O ar gelado deixava o clima mais sombrio. Logo comecei a sentir o peso nas pernas, no braço. Pelo corpo todo. Pensei em erguer os braços em tom de defesa. Parecia que eu tinha presos aos meus membros aqueles “pesos” de academia, mas, invisíveis. A gravidade era muito estranha. Dei um passo à frente para sentir. Foi mais difícil ainda. O fator movimento seria um “belo” desafio. O frio também passou a incomodar. Afinal, na amazônia eu passava o ano todo praticamente sem roupa, quase não sabia o que era frio. Fiquei mais atento.

Descontente, vi que ali teria dificuldades em usar minhas habilidades controladoras de elementos naturais, e, de repente, me vi numa floresta, como se fosse uma materialização de um desejo. “Ufa, menos mau” - pensei. E aí começaram a surgir gramas, algumas poucas árvores, matos, algumas flores, pedras e umidade no ar. Havia também uma névoa ao melhor estilo “Silent Hill”. Respiração mais forte. Coração acelerando. Começo a ouvir passos rasteiros, ora rápidos, ora lentos, de um lado para outro naquela sala, como quem se faz de caça. Eu me esforçava para me virar no intuito de esperar pelo adversário de frente, mas ele se movia como se a gravidade para ele fosse normal, mas para mim era três vezes maior.

Neste vira e desvira, sinto um sonoro sopro nas minhas costas:

- hoouuufffffff!!! - ...

Gelei na hora (de medo). Tentei iniciar uma esquiva correndo. Tempo insuficiente, o “bicho” me agarrou pela camiseta na região do colarinho e me levantou, girou e me olhou nos olhos. Eram amarelos, sombrios, ódio puro. Não era um ser normal. Era uma mistura de homem com felino, uma espécie de “homem-onça”. Tinha pele peluda, mas duas pernas/patas, com garras, forte, 2m20, aproximadamente, tinha rabo. E, antes que eu dissesse:

- Que porr%*.......!

Fui interrompido com um arremesso onde meu corpo colidiu contra uma árvore, com a força somada à gravidade. Dura por sinal. Senti meu corpo adormecido. Muita dor. Quando tentei levantar um chute na costela. Foi forte, me tirou uns 10 cm do chão. Só não me desloquei mais porque a gravidade era forte. Eu tinha que me defender. Alías, já até deveria, fui pegar minha gaita de bolso. Tentativa frustrada, com aquela pata gigantesca pisou em minha mão, ouvi só meu osso quebrar em, pelo menos quatro partes. Como reagir? Sem música?

Era hora de me concentrar na auracinese. Meus olhos foram tomados pela cor branca, como se não houvesse íris. Senti outro pisão na perna. Dessa vez não quebrou nada. Mas eu não consegui mais me levantar. Continuei me concentrando, e, num segundo, visualizei a aura do meu adversário, era negra, estranha, me esforcei para que mentalmente conseguisse machucá-la, como um enforcamento espiritual com a força do meu pensamento.

Habilidade “enfraquecimento astral”: Pode gerar alguns danos mentais e espirituais em uma pessoa, fazendo-a sentir-se fraca, impossibilitando que a mesma possa de alguma atacá-la ou confrontá-la. Dessa forma, além do resultado dos dados, o jogador pode gerar +1 ponto de dano ao atacar um inimigo em sua forma astral. Possível 1 vez a cada 3 turnos.

E logo em seguida, voltei a mim. Quando me levantei, vi a criatura numa espécie de transe, cambaleando de um lado para outro. Aproveitei o sucesso do golpe e procurei minha gaita a fim de que pudesse tentar um golpe físico, já que minha integridade física estava um tanto quanto abalada. Olhei de um lado para outro, e a 1,5m vi o instrumento. Me rastejei até ele e o peguei. Quando voltei a fitar a criatura ela parecia sentir dor mas voltava a si. Me sentei, encostado numa árvore, comecei a tocar o “som da água (ataque)” (habilidade): Ao criar sons mágicos que manipulam a água, o jogador pode manipular cerca de 500 litros de água. Ele pode usar essa água para ataque, criando chicotes, jatos de água, esferas ou outro tipo de ataque que imaginar. Além do resultado dos dados, o jogador recebe +1 ponto de ataque com essa habilidade. Habilidade possível 1 vez a cada 3 turnos.

Aos poucos, a umidade do ambiente formou várias esferas d'água, e toquei as notas musicais de forma a controlar toda aquela água que se juntava e formava um chicote, mirando-o na direção do meu adversário que, por sua vez, já vinha na minha direção com fins de tentar um novo golpe físico, mas o chicote o pegou e toda aquela água foi canalizada como através de um tubo invisível sobre ele. Neste momento, a criatura começou a passar por um estado de transformação metamórfica, se voltando às características físicas de um animal felino.

Comecei novamente a tocar minha gaita, mas agora seria uma música cujas notas tocavam o controle do elemento terra, imediatamente o animal veio em minha direção tentando num novo ataque, que fora repelido pelo muro que se formou à minha frente formado por terra e cascalho que se encontravam no solo daquele ambiente florestal.

Habilidade “Som da terra (defesa)”: O jogador pode manipular cerca de 250 quilos de terra, rochas, pedras ou areia, ao criar sons mágicos que manipulam esse elemento. Essa terra pode ser utilizada para criar muros, escudos ou barreiras de pedra para proteger o corpo do jogador ou o corpo de algum outro aliado. Além do resultado dos dados, o alvo que for protegido recebe +1 ponto de defesa. Habilidade possível 1 vez a cada 3 turnos. 

Pensando em contra-atacar com a habilidade incêndio, me lembrei do meu Juramento (desvantagem, vide ficha) de não poder matar animais. O animal começou a correr pelos lados e tentou mais uma vez uma investida, contando um pouco com a sorte, consegui deslocar o muro para o lado e evitar mais um ataque. Meu juramento quase viabilizou outro dano. No entanto, o objetivo era vencer o adversário, é claro que não poderia matá-lo, mas, ao menos tinha de abatê-lo, deixando inconsciente. Foi então que usei novamente a auracinese, para trancafiar sua forma astral e impedí-lo de me atacar novamente.

Habilidade “Inconsciência Astral”: Usa de sua mutação para trancafiar a forma astral do corpo de qualquer ser, deixando-o impossibilitado de pedir ajuda ou sair de seu corpo, apenas deixando seu corpo inconsciente por momentos. Ao fazer isso, pode influenciar a forma astral do corpo de seus inimigos e fazer com que eles percam brevemente a consciência. Além do resultado dos dados, seus inimigos perdem -1 ponto de ataque ou de defesa, ao realizar essa habilidade. Habilidade possível 1 vez a cada 3 turnos. 

Quando voltei à minha consciência, ainda sentado sob a árvore, fitei o animal deitado, sem controle sobre a sua forma física. Pensei em utilizar o elemento fogo com minha gaita, mas como manobra de defesa, pois era um tanto quanto arriscada, pois poderia feri-lo gravemente. Aos poucos o animal iria voltando a ter controle sobre seu corpo, então comecei a tocar o “som das chamas”, logo surgiu fogo no solo, continuei tocando de forma a deixar o entorno do meu adversário todo em chamas, impedindo que ele escapasse, mas sem que o fogo efetivamente o tocasse, forçando-o a desistir.

Habilidade “Som das chamas (Incêndio)”: O jogador pode criar um rastro de fogo que corta o solo do campo de batalha e pode ferir mais de 1 inimigo ao mesmo tempo. 1d11 é lançado e o resultado final é dividido por todos os inimigos atingidos pelo golpe. Habilidade possível 1 vez a cada 4 turnos.

Neste momento, o ambiente florestal desaparece, o fogo desaprece e a figura do meu adversário é substituída pelo próprio Professor X, mas ele estava de pé. Neste mesmo momento me vi sem as dores e as lesões desapareceram. Encafifado com aquilo tudo, questionei o Professor:

- Professor? Me desculpe, não vi que era o Senhor. Mas, o que é isso? - franzi o cenho.

Xavier sempre com o olhar sereno e utilizando a sabedoria de suas palavras se manifestou:

- Ora, sou eu ou não sou? - respondeu como quem forçava o raciocínio.

Prontamente, respondi:

- Sim, aparentemente é, mas... sem cadeira de rodas, isto é mesmo real? - indaguei-o novamente.

Então o Charles veio caminhando até mim, e o chão deixou de existir, era como que  estivéssemos flutuando no espaço sideral, no vácuo, e continuou:

- Veja Rossets, esta é uma realidade sim, posso ferir-lhe a qualquer momento. Isto é o que chamo de “campo astral”, é uma dimensão onde se concentra seu pensamento, sua alma, seu espírito, dê o nome que quiser, o que você vê são apenas projeções materiais, meras projeções. Nossas formas físicas estão no mundo material, inconscientes e indefesas. Isto aqui é nada e tudo ao mesmo tempo. Neste campo podemos fazer coisas incríveis, o tempo aqui passa muito mais rápido, depende de sua vontade... Podemos nos transformar em qualquer ser, criar coisas, destruí-las, de forma ilimitada. Na verdade, cada pessoa tem seu próprio campo, mas poucas têm concentração suficiente para acessá-los conscientemente. A maioria só os acessa por meio de sonhos... sem intenção. - ele faz uma pausa, eu aproveito para tirar conclusões e questionar, mais uma vez:

- Ah, então quer dizer que estas não são nossas formas físicas. Ok! Mas as pessoas conseguem acessar o campo astral umas das outras?

E, com paciência, o Professor responde:

Este é o ponto. Apenas algumas pessoas nasceram com tal habilidade. Uma delas sou eu, outra é você, podem existir outras ainda, mas poucas. Seu erro foi não perceber que eu havia acessado seu campo astral, e, neste lapso, fiz com que acreditasse que estivava naquelas condições de alta gravidade e frio. Mas, de alguma forma você conseguiu alterar o ambiente, por isto o ambiente florestal veio à tona, não foi em quem criou aquilo, mas você. De resto, consegui controlar e evitar que você desvendasse o que estava acontecendo, inclusive, simulei ter sofrido os abalos com sua auracinese. Com o tempo você aprenderá a controlar melhor esta área que se encontra dentro de você mesmo e fora, ao mesmo tempo. Mas, por outro lado, percebi que você, ao tentar não aniquilar seu adversário, mesmo tendo sofrido sérias ameaças, tentou buscar uma forma de não machucá-lo com gravidade, o que demonstra seu caráter e seu respeito ao juramento que fez. Por ora, vamos voltar às nossas formas físicas e, então, pedirei que aguarde sua avaliação.

Sem que houvesse tempo para eu responder, me vi em pé no centro da sala de perigo e percebi que nada daquilo tinha ocorrido no campo material, nenhum arranhão sequer eu sofri. Por outro lado minha cabeça doía, como a de quem passa por uma ressaca daquelas. Assim me retirei da sala e fiquei ao lado de fora aguardando a nota final do Professor.
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Mr. Rossets

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